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"Sou uma Bruxa (palavra com muitos significados na linguagem comum) porque uso as energias da natureza e celebro seus ciclos. Meu convívio com estas forças é forte e harmonioso visto que busco nelas as energias para me nutrir e auxiliar a quem necessitar. Minha grande Catedral é o Cosmos e ali estão todas as crenças, religiões e doutrinas que preciso para a evolução da alma. Ali coloco meu coração e recebo as energias para ser feliz. Como Wicca, meu ritual é feito ao ar livre e tenho o Céu (Cosmos) como cobertura e ali referencio a grande Mãe que somada as energias masculinas do Deus Conífero, formam, a meu ver, o equilíbrio necessário entre as forças Yin e Yang"

Selo de Hécate

Selo de Hécate

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Xamanismo: O Caminho do Futuro

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O xamanismo é um tema apaixonante. Trata-se de um fenômeno que muitos gostariam de conhecer como uma ciência exata, porque esta é o paradigma dominante de conhecimento na sociedade moderna. Isso, entretanto, não é possível: o conhecimento científico não é um método adequado para se apreender, interiormente, o fenômeno do xamanismo. Os xamãs verdadeiros afirmam que nada mais são do que atores, neste vasto e insondável infinito cósmico. A maioria de nós, que não tem a oportunidade de conhecer e de aprender com um xamã verdadeiro a manipulação das suas técnicas, conforma-se em ler, em livros, conceitos e técnicas a respeito. Mesmo assim, alguns ainda alcançam certas experiências por conta própria, sem, contudo, ter a base ou a ajuda necessárias para realizar as técnicas apropriadas. Sem tal ajuda, muitas sentem dificuldade em aprofundar os estudos sobre xamanismo.  Pretendemos encorajar as pessoas interessadas pelo xamanismo a terem suas próprias experiências. Longe de apresentarmos uma idéia meramente romântica de xamanismo, visamos, acima de tudo, à praticidade e à veracidade deste conhecimento. Tudo, sem a pretensão de esgotarmos o assunto ou de sermos os únicos verdadeiros portadores do conhecimento xamânico.

O Caminho Sagrado É uma ARTE tão antiga como a vida na Terra. No Período Paleolítico, quando os homens ainda moravam em cavernas cercadas de feras, eles viviam com medo de tudo. Mas, ao observarem o ciclo da natureza e das suas manifestações, refletiram sobre sua relação com o Universo. Assim, sem saber, estabeleceram uma ponte com o macrocosmo, traçando um fio que nunca mais iria se romper. Durante algum tempo, as práticas xamânicas encontraram-se adormecidas, mas voltaram a despertar a atenção dos homens modernos, independentemente das suas circunstâncias. Independentemente do estágio cultural em que se encontrem, de viverem na selva de pedra urbana, cercados de racionalidade científica, circunstâncias que não estavam presentes quando nossos antepassados se reuniram pela primeira vez ao redor de uma fogueira.

Capazes de elevar a consciência para estados de êxtase desconhecidos para o homem comum e de ser relacionar com outras realidades, os xamãs são seres privilegiados por viverem entre o mundo material e o reino invisível dos espíritos. Hoje, numerosos doutores e psicoterapeutas defendem e utilizam as técnicas ancestrais para atingir outras realidades, para atingir a cura efetiva no tratamento de certas desordens do corpo e da alma. A bibliografia sobre xamanismo foi ampliada nestes últimos anos. Porém, apesar disto, continuam a ocorrer equívocos ao se definir os xamãs como feiticeiros, videntes, curandeiros, médiuns e outros intermediários das coisas sagradas.


Mas, o que é realmente o xamanismo? Quem pode ser chamado de xamã?

A melhor definição talvez tenha sido a de Mircea Eliade: o xamã é alguém capaz abandonar seu corpo, e viajar entre os mundos. O conhecimento adquirido nessas viagens com os habitantes de diferentes realidades, entre outras coisas, qualificam o xamã a manter o bem-estar e a obter a cura para eles próprios e para os membros de suas comunidades. E é justamente essa facilidade de realizarem essas viagens extáticas que define o xamã como "aquele que voa". Então, o xamanismo é a técnica do êxtase, um conjunto de procedimentos para exercitar o controle do vôo mágico. Não é um culto, mas um conjunto de práticas e técnicas, antigas como o ser humano, que usa o simbolismo de cada cultura das pessoas que as praticam. Mas, debaixo daqueles símbolos, as mesmas forças e os mesmos elementos estão agindo no insondável infinito, possibilitando aos indivíduos aprenderem conscientemente a transpor o aparente abismo existente entre o mundo físico e o espiritual, entre as esferas da visão e da imaginação.

Estamos juntos nesta Boa Estrada Vermelha com todos vocês.  Que todas as nações: Seneca, Choctaw, Lakota, Maya, Paiute, Cheyenne, Kiowa, Ioroquesa, Apache, dentre muitas outras que existem, possam trazer a você a verdadeira conecção com o Universo e com tudo que nele habita...
Que estas experiências possam tocar o coração de cada um de vocês à sua própria maneira, e que seu Caminho seja alegre e repleto de abundância!
Da'Naho!!! ( Assim Seja! ).



XAMÖ Palavra fácil de pronunciar, difícil de definir...

Picture A ORIGEM DA PALAVRA XAMÃ
A palavra xamã, usada internacionalmente, atingiu o vocabulário etnológicos através do russo, do tungue-manchu: saman (derivado do verbo Scha, "saber"). Assim xamã significa alguém que sabe. Um sábio. Tentou-se explicar o termo tungue a partir do páli; “schamana” (traduzida para algo como “monge, asceta”). Outras pesquisas etnológicas mostram que a verdadeira origem da palavra Shaman pode ser o sânscrito “sramana”.
Nas outras línguas do centro e do norte da Ásia, os termos correspondentes são: em Yaculto: Ojon (o e o xamã do sexo feminino udujan), Mongol: bügä, bögä (buge, bü), Ugadan (também o buriate udayan e o iacuto udoyan, a "mulher-xamã"), Turco-tártaro: kam, Altaico: kam, Gam, kami etc.. No Butirates, Boo, e na Ásia Central, Bakshi. Para os samoanos, tadibe. Para os lapões, moita, finlandês: tieöjö e húngaros: táltos.

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