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"Sou uma Bruxa (palavra com muitos significados na linguagem comum) porque uso as energias da natureza e celebro seus ciclos. Meu convívio com estas forças é forte e harmonioso visto que busco nelas as energias para me nutrir e auxiliar a quem necessitar. Minha grande Catedral é o Cosmos e ali estão todas as crenças, religiões e doutrinas que preciso para a evolução da alma. Ali coloco meu coração e recebo as energias para ser feliz. Como Wicca, meu ritual é feito ao ar livre e tenho o Céu (Cosmos) como cobertura e ali referencio a grande Mãe que somada as energias masculinas do Deus Conífero, formam, a meu ver, o equilíbrio necessário entre as forças Yin e Yang"

Selo de Hécate

Selo de Hécate

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Éliphas Lévi (1810 - 1875)

OCULTISTAS FAMOSOS

Éliphas Lévi
Alphonse-Louis Constant
Conhecido nos meios ocultistas como
Éliphas Lévi (1810 - 1875)

Éliphas Lévi - Parte I
Nascido em Paris, filho de uma família de tradição católica e recursos limitados, seu verdadeiro nome era Alphonse-Louis Constant. "Éliphas Lévi Zahed" é tradução hebraica do seu nome. Dizem que viveu uma infancia feliz, embora, não tivesse muitos amigos e só pensasse em namorar. Entretanto, aos doze anos fez sua primeira comunhão, trocando seu enorme anseio de amar pelo amor a Jesus. Segundo suas próprias palavras: "Meu coração se encheu de paixão por Jesus, que se sacrificou pela humanidade... A imagem de Jesus me fazia derramar lágrimas, e o nome de Maria fazia meu coração disparar.."

Aos dez anos ingressou na comunidade do presbitério da Igreja de Saint-Louis, em L´lle, onde aprendeu o catecismo sob a direção do abade Hubault, que costumava selecionar os garotos que demonstravam algum pendor para a carreira eclesiástica. Éliphas acabou encaminhado por ele ao seminário de Saint-Nicolas du Chardonnet, para concluir os estudos preparatórios. No seminário, teve a oportunidade de aprofundar-se nos estudos lingüisticos e aos dezoito anos já era capaz de ler a bíblia em seu texto original.
Mais tarde, foi transferido para o seminário de Issy para cursar Filosofia e dois anos depois, ingressou em Saint-Sulpice para o curso de Teologia.

Faltava um ano para ser ordenado sacerdote, quando tomou consciência de que seu amor carnal falava mais alto do que o amor ao Cordeiro e Maria...
Ainda assim, foi um estudante destacado. Chegou a receber as ordens eclesiásticas menores, tornando-se diácono. Contudo, acabou sendo obrigado a abandonar os estudos religiosos, por conta de sua ideologia política e da intemperança carnal... Fora designado catequista de garotas, atividade,sem dúvida muito agradável,embora tenha contribuído para podar de vez suas aspirações sacerdotais...


Após 15 anos de estudos, Éliphas deixou o Saint Sulpice para ingressar na Vida. Tinha então vinte e seis anos e sua mãe, ao saber da sua "deserção sacerdotal", suicidou-se. Abalado, sem experiência do mundo, enfrentando sérias dificuldades para encontrar um emprego, dificuldades estas, agravadas pelo boato de sua expulsão do seminário. Chegou a percorrer o interior da França, trabalhando em um circo. DEe volta a Paris, arrumou alguns trabalhos como pintor e jornalista. Fundou, com seu amigo Henri-Alphonse Esquirros, uma revista denominada "As Belas Mulheres de Paris", na qual trabalhou como desenhista e pintor, enquanto Esquirros fazia as vezes de redator...


Mas, apesar desta, digamos, "contingência forçada pelo instinto de sobrevivência" Éliphas não perdeu sua inclinação natural para a vida religiosa. Afastou-se de Esquirros e partiu, em 1839, para o convento de Solesmes, dirigido por um abade rebelde. Isso realmente mudou sua vida. Em Solesmes, Lévi encontrou uma biblioteca grande e preciosa, iniciando-se na leitura dos antigos Padres da Igreja, dos Gnósticos e de alguns livros ocultistas, principalmente, os de Madame Guyon, que acabaram por influenciá-lo mais do que se imagina, principalmente o "Spiridion".


Ao deixar Solesmes, porém, foi obrigado a pular de emprego em emprego, sempre atormentado pelo clero católico, que via nele um apóstata. Foi então que escreveu sua Bíblia da Liberdade. Essa publicação custou-lhe oito meses de prisão e 300 francos de multa. Foi acusado de profanar a religião, atentar contra as bases da sociedade e de propagar ódio e insubordinação.
Mais ou menos nesta altura conheceu os escritos de Swedenborg e parece que não os apreciou grande coisa...
Após Swedenborg, porém, tomou ciência dos grandes magos medievais, que o lançaram definitivamente no caminho do oculto: Guillaume Postel, Raymond Lulle e Agrippa. Assim em 1845, aos trinta e cinco anos de idade, escreveu sua primeira obra ocultista, "O livro das Lágrimas ou o Cristo Consolador".


Sua obra difunde o conceito de que o Homem é um microcosmo, síntese de todo o universo e que todas as coisas no cosmo estão ligadas por uma rede invisível de correspondências interiores. Publicou grande número de livros que até hoje são considerados fundamentais, mesmo pelos ocultistas modernos. Entre estes podemos citar: " Dogma e Ritual de Alta Magia”,
“História da Magia”,"Curso de Filosofia Oculta", "A Chave dos Grandes Mistérios", "A Ciencia dos "Espíritos", etc

Nos 20 anos seguintes, sua vida foi marcada por intensa atividade: converteu-se ao socialismo revolucionário, publicou textos anarquistas e foi preso por suas atividades políticas. Enquanto isso, ainda teve tempo para gerar um filho bastardo e acabou se casando com uma garota muito mais nova que ele. Não obstante, viveu uma intensa busca espiritual até 1854, quando já abandonado pela mulher, conheceu o messianista Hoene Wronski.
Contudo, uma das principais contribuições de Lévi ao ocultismo foi demonstrar a correspondência entre o Tarot e a Árvore da Vida da Cabalah judaica.
Aliester Crowley, que considerava a si mesmo como o maior mago do século XX, acreditava-se uma reencarnação de Lévi, conclusão à qual chegou, principalmente, por achar que suas idéias e tabulações cabalisticas eram multo semelhantes às do mago francês.
Bem... Isso não me parece razão suficiente para sustentar tal crença. Afinal, os livros de Lévi estão por aí e ao alcance de quem se dispuser a lê-los. Enfim...

Todavia, Éliphas Lévi deu novo impulso ao ocultismo de sua época, incentivando a nova geração a reviver a arcaica chama gnóstica, mas agora, tendo como aliados a Magia e a Cabalah cristã.
Quando jovem, Éliphas Lévi, sempre buscara uma causa e, como bem salienta sua biografia, inicialmente dedicou-se de corpo e alma ao catolicismo e, mais tarde, à política revolucionária.
Entretanto, apenas ao conhecer o místico polonês J. M Hoene-Wronski, Levi encontrou o desafio que consumiria o resto da sua vida: Tornar-se um Mago.


Wronski
J M Hoene-Wronski
A existência de exilados políticos jamais foi um fenômeno novo na história da Polônia e isso também ocorreu no século XIX. Nessa época, muitos poloneses escolheram a França como pátria de adoção e, em Paris, alguns deles dedicaram-se, naturalmente, ao interessante exercício das conspirações políticas.. Nem todos, porém. Alguns refugiavam-se em sonhos místicos, como, por exemplo, os que consideravam a PoIônià uma "nação escolhida", cujos sofrimentos eram necessários para a redenção do resto da Europa.
Um dos mais excêntricos desses idealistas, talvez tenha sido tenha sido J. M. Haene-Wronski (1776-1853), o primeiro mestre ocultista a inspirar Alphonse-Louis Constant, nosso Éliphas Lévi.
Wronski, originalmente soldado profissional, abandonara a carreira militar para se dedicar à filosofia e à ciência e mudou-se para a França, onde ganhava a vida dando aulas particulares de Matemática.
Por volta de 1810, chegou à brilhante conclusão de que havia descoberto o Absoluto ou seja, que alcançara, pelo uso da razão, o perfeito entendimento da natureza essêncial da realidade e da verdade. Expressou seu suposto conhecimento por meio de fórmulas matemáticas, que se revelaram incompreensíveis não apenas para os leigos, como também para os especialistas.

Wronski, porém, estava tão convencido de sua própria genialidade que viajou até Londres para tentar obter privilégios e subvenções do Parlamento Britânico. Os ingleses mantiveram-se céticos, mas sua insistência foi de tal forma inoportuna, que levou um eminente matemático, membro da comissão científica conhecida como" Board of Longitude", a comentar que para o bem da ordem social, seria melhor que Wronski fosse dormir e não acordasse jamais...
Ainda havia muito preconceito em relação ao ocultismo, e, seria bem provável que a aversão do matemático ilustre por Wronski aumentasse em ordem geométrica, caso ele soubesse que o sábio polonês era um estudioso de doutrinas místicas, como o gnosticismo e a cabalah...
E pior... Estava convencido de que homens comuns poderiam, por meio de técnicas esotéricas, desenvolver poderes divinos.

Wronski e Eliphas Levi, então um jornalista pobre e desconhecido, conheceram-se em 1850 e, na altura, após a perda do credo católico dos seus anos verdes, desiludíra-se também com a política revolucionaria, que dantes substituira a fé em seu coração.
Entretanto, Lévi sempre fora um idealista, e justamente quando andava em busca de alguma nova nova crença que desse sentido à sua vida, Wronski lhe apresentou sua doutrina do Absoluto, a idéia de que a Polônia era “o Cristo da Europa”, suas interpretações da Cabalah e de outros sistemas místicos e, principalmente, a convicção de que os homens poderiam alcançar um estado divino pela prática da magia ritual.

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