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"Sou uma Bruxa (palavra com muitos significados na linguagem comum) porque uso as energias da natureza e celebro seus ciclos. Meu convívio com estas forças é forte e harmonioso visto que busco nelas as energias para me nutrir e auxiliar a quem necessitar. Minha grande Catedral é o Cosmos e ali estão todas as crenças, religiões e doutrinas que preciso para a evolução da alma. Ali coloco meu coração e recebo as energias para ser feliz. Como Wicca, meu ritual é feito ao ar livre e tenho o Céu (Cosmos) como cobertura e ali referencio a grande Mãe que somada as energias masculinas do Deus Conífero, formam, a meu ver, o equilíbrio necessário entre as forças Yin e Yang"

Selo de Hécate

Selo de Hécate

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Teurgia:


Fausto, de Goethe
FAUSTO
ÁGUA-FORTE DE REMBRANT, UTILIZADA COMO ILUSTRAÇÃO PARA O "FAUSTO" DE GOETHE
 
TEURGIA

Os protomagos da época clássica, que praticavam (ou se esforçavam para tal) a animação de imagens, eram conhecidos como TEURGOS.
Sempre existiu uma estreita relação entre a Teurgia e as doutrinas herméticas e gnósticas. Além disso, estas escolas foram influenciadas pelo idealismo platônico, que sustentava que os objetos materiais não passavam de reflexos, impermanentes e imperfeitos da verdadeira “realidade”.Usarei um exemplo meio rústico, como "cavalo", apenas para ajudar a compreensão da teoria: "Todas os cavalos do mundo são reflexos de uma cavalo ideal e eterno, que reúne a essência de todas as qualidades que constituem a “condição de cavalo". É mais ou menos por aí, embora a doutrina em si, seja bem mais elaborada...
O texto mais sagrado dos teurgos era o "Oráculo da Caldéia”, coletânea de sentenças atribuídas a Zoroastro, o reformador da religião persa, as quais, entretanto podem ter sido recopiladas (ou talvez escritas) por Juliano, neoplatônico do século II d.C.
Da vida de Juliano sabe-se muito pouco. Autores pagãos de épocas tardias apresentam-no como um teurgista dotado de grandes poderes, capaz de invocar até aos deuses para que se “incorporassem” de forma tangível, viajar em espírito ou controlar fenômenos atmosféricos.
Naturalmente, que tais atributos "mágicos" poderão ficar mais confortavelmente instalados no terreno algo movediço da lenda ou da alegoria...
Ainda assim, sabemos bastante sobre o conteúdo dos seus “Oráculos Caldeus”, pois, embora o texto completo seja um dos livros perdidos da Antigüidade, são tantos os seus fragmentos citados por outros autores que podemos obter uma idéia aproximada do seu conteúdo.Afinal, como diz o Umberto Eco. “livros falam de livros...”.
Por exemplo, sabemos que se opunha à adivinhação mercenária e à crença fatalista num futuro predestinado, pois as sentenças abaixo são muito conhecidas:
“ Não dirijas a tua mente às vastas superfícies da terra, pois a planta da Verdade não cresce no chão. Também não meças os movimentos do sol... pois se move impulsionado pela Vontade Eterna do pai, e não o faz para ti... O vôo das aves não proporciona autêntico conhecimento, nem tampouco a dissecação das vísceras das vítimas, esses são simples jogos, instrumento mercenário de fraude: foge deles se queres entrar no sagrado paraíso”.
Esta reprovação da adivinhação comercial quer se trate da astrologia, quiromancia ou outras técnicas mânticas, persistiu até os nossos dias entre os magos ocidentais, embora, muitos deles, utilizassem a astrologia com o propósito de decidir qual o momento mais “propício” para praticarem seus rituais ou prepararem talismãs.

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