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"Sou uma Bruxa (palavra com muitos significados na linguagem comum) porque uso as energias da natureza e celebro seus ciclos. Meu convívio com estas forças é forte e harmonioso visto que busco nelas as energias para me nutrir e auxiliar a quem necessitar. Minha grande Catedral é o Cosmos e ali estão todas as crenças, religiões e doutrinas que preciso para a evolução da alma. Ali coloco meu coração e recebo as energias para ser feliz. Como Wicca, meu ritual é feito ao ar livre e tenho o Céu (Cosmos) como cobertura e ali referencio a grande Mãe que somada as energias masculinas do Deus Conífero, formam, a meu ver, o equilíbrio necessário entre as forças Yin e Yang"

Selo de Hécate

Selo de Hécate

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

SIMBOLOS

Os símbolos (gr: súmbolon) são elementos de representação (visíveis) que substituem e indicam coisas, idéias, pessoas, quantidades, qualidades e espaços não visíveis naquele momento, ou seja, visíveis de forma subjetiva ao contato com o símbolo.

As religiosidades (neo)pagãs e os praticantes de magia e BRUXARIA utilizam-se de diversos símbolos com os mais variados significados para exercer em suas práticas conexões com forças, imagens, idéias e energias específicas. Durante os séculos os povos têm desenvolvido símbolos que permitem uma maior interação entre eles e entre todos os seres e coisas que os rodeiam.

A variedade de símbolos é infinita, já que eles podem ser criados pelo praticante para atender a determinada necessidade evocatória de suas práticas, em virtude disso, eu colocarei a disposição de vocês os símbolos mais comuns das religiosidades e povos conhecidos, dando suas descrições específicas e relatando significados possíveis de acordo com a simbologia religiosa pagã.

Alguns símbolos são usados na ESCRITA , outros na matemática, alguns na física, astrologia e, principalmente, muitos símbolos são utilizados nas religiões para induzir sensações, lembrar acontecimentos, alertar, fortalecer, equilibrar, ensinar e auxiliar na comunicação com seres de outros planos.

O uso dos símbolos tem ligação direta com os instrumentos, eles servem para focalizar o pensamento, as intenções e o direcionamento energético através da evocação de um significado específico para cada momento. Conhece-los é imprescindível para quem deseja praticar satisfatoriamente qualquer tipo de magia e bruxaria.

Abaixo segue uma lista de símbolos com suas descrições e informações úteis:

Olho de Hórus

Significado Geral: Proteção, Ampliação da Visão, Restauração e Força.

Etimologia: -x-

Descrição: É um olho humano com detalhes em linhas no formato egípcio.

Tempo e Espaço: Tal símbolo foi largamente utilizado no antigo EGITO , tendo sua idade perdida no tempo. De acordo com a mitologia egípcia esse símbolo foi usado pelo Deus Solar Hórus para substituir o olho esquerdo que ele havia perdido numa luta contra seu tio, o Deus Seth. O ‘Udyat’ (nome em árabe) era utilizado pelos faraós tanto em seus objetos pessoais como desenhado no contorno dos olhos para que recebessem o poder deste símbolo.

Alquimia e Ocultismo: É muito utilizado por ordens Maçônicas e R+C’s, e por vários grupos de cunho hermético, Gnóstico e esotérico. O Simbolismo está diretamente ligado ao poder do “olho que tudo vê”, da capacidade de enxergar além das máscaras e dessa forma ganhar grande proteção. É também um símbolo relacionado à vitória contra os traiçoeiros.

Tradições (neo)Pagãs: Tem como função primordial favorecer a ‘evolução’ do terceiro olho, sendo utilizado em amuletos, livros e objetos ritualísticos como símbolo de proteção, de elevação da sensibilidade energética e acima de tudo como um emblema daqueles que possuem dons relacionados a Visão.

Na WICCA é muito usado pelos grupos que seguem o panteão egípcio, e entre os outros também possui uma incidência significativa. É usado como AMULETO protetor e como um recarregador de forças, dando poder, maior visão e restauração/cura ao seu usuário.

Comparativos: Não é utilizado por nenhuma religião monoteísta conhecida, mas normalmente é citado por cristãos como um símbolo demoníaco por ser relacionado a um Deus pagão.

Curiosidades: Existem dois tipos de olhos de hórus, o esquerdo e o direito, o primeiro (esquerdo) simboliza a lua, o feminino e a capacidade de enxergar o desconhecido, sombrio e ESPIRITUAL . Já o segundo (o direito), simboliza o sol, masculino e a capacidade de enxergar além do conhecido comum, ver detalhes com clareza, enxergar o físico e mental tal como ele é.

Pentagrama

Desde os primórdios da humanidade, o ser humano sempre se sentiu envolto por forças superiores e trocas energéticas que nem sempre soube identificar. Sujeito a perigos e riscos, teve a necessidade de captar forças benéficas para se proteger de seus inimigos e das vibrações maléficas. Foi em busca de imagens, objetos, e criou símbolos para poder entrar em sintonia com energias superiores e ir ao encontro de alguma forma de proteção.

Dentre estes inúmeros símbolos criados pelo homem, se destaca o pentagrama, que evoca uma simbologia múltipla, sempre fundamentada no número 5, que exprime a união dos desiguais. As cinco pontas do pentagrama põem em acordo, numa união fecunda, o 3, que significa o principio masculino, e o 2, que corresponde ao princípio feminino. Ele simboliza, então, o andrógino. O pentagrama sempre esteve associado com o mistério e a magia. Ele é a forma mais simples de estrela, que deve ser traçada com uma única linha, sendo conseqüentemente chamado de "Laço Infinito".

A potência e associações do pentagrama evoluíram ao longo da história. Hoje é um símbolo onipresente entre os neopagãos, com muita profundidade mágica e grande significado simbólico. Um de seus mais antigos usos se encontra na Mesopotâmia, onde a figura do pentagrama aparecia em inscrições reais e simbolizava o poder imperial que se estendia "aos quatro cantos do mundo". Entre os Hebreus, o símbolo foi designado como a Verdade, para os cinco livros do Pentateuco (os cinco livros do Velho Testamento, atribuídos a Moisés). Às vezes é incorretamente chamado de "Selo de Salomão", sendo, entretanto, usado em paralelo com o Hexagrama.

Na Grécia Antiga, era conhecido como Pentalpha, geometricamente composto de cinco As.
Pitágoras, filósofo e matemático grego, grande místico e moralista, iniciado nos grandes mistérios, percorreu o mundo nas suas viagens e, em decorrência, se encontram possíveis explicações para a presença do pentagrama, no EGITO , na Caldéia e nas terras ao redor da Índia. A geometria do pentagrama e suas associações metafísicas foram exploradas pelos pitagóricos, que o consideravam um emblema de perfeição. A geometria do pentagrama ficou conhecida como "A Proporção Dourada", que ao longo da arte pós-helênica, pôde ser observada nos projetos de alguns templos.

Para os agnósticos, era o pentagrama a "Estrela Ardente" e, como a Lua crescente, um símbolo relacionado à magia e aos mistérios do céu noturno. Para os druidas, era um símbolo divino e, no EGITO , era o símbolo do útero da terra, guardando uma relação simbólica com o conceito da forma da pirâmide. Os celtas pagãos atribuíam o símbolo do pentagrama à Deusa Morrigan.

Os primeiros cristãos relacionavam o pentagrama às cinco chagas de Cristo e, desde então, até os tempos medievais, era um símbolo cristão. Antes da Inquisição não havia nenhuma associação maligna ao pentagrama; pelo contrário, era a representação da verdade implícita, do misticismo religioso e do trabalho do Criador.

O imperador Constantino I, depois de ganhar a ajuda da Igreja Cristã na posse militar e religiosa do Império Romano em 312 d.C., usou o pentagrama junto com o símbolo de chi-rho (uma forma simbólica da cruz), como seu selo e amuleto. Tanto na celebração anual da Epifânia, que comemora a visita dos três Reis Magos ao menino Jesus, assim como também a missão da Igreja de levar a verdade aos gentios, tiveram como símbolo o pentagrama, embora em tempos mais recentes este símbolo tenha sido mudado, como reação ao uso neopagão do pentagrama.

Em tempos medievais, o "Laço Infinito" era o símbolo da verdade e da proteção contra demônios. Era usado como um AMULETO de proteção pessoal e guardião de portas e janelas. Os Templários, uma ordem militar de monges formada durante as Cruzadas, ganharam grande riqueza e proeminência através das doações de todos aqueles que se juntavam à ordem, e amealhou também grandes tesouros trazidos da TERRA Santa.
Na localização do centro da "Ordem dos Templários", ao redor de Rennes du Chatres, na França, é notável observar um pentagrama natural, quase perfeito, formado pelas montanhas que medem vários quilômetros ao redor do centro.

Há grande evidência da criação de outros alinhamentos geométricos exatos de Pentagramas como também de um Hexagrama, centrados nesse pentagrama natural, na localização de numerosas capelas e santuários nessa área. Está claro, no que sobrou das construções dos Templários, que os arquitetos e pedreiros associados à poderosa ordem conheciam muito bem a geometria do pentagrama e a "Proporção Dourada", incorporando aquele misticismo aos seus projetos.

Entretanto, a "Ordem dos Templários" foi inteiramente dizimada, vítima da avareza da Igreja e de Luiz IX, religioso fanático da França, em 1.303. Iniciaram-se os tempos negros da Inquisição, das torturas e falsos-testemunhos, de purgar e queimar, esparramando-se como a repetição em câmara-lenta da peste negra, por toda a Europa.

Durante o longo período da Inquisição, havia a promulgação de muitas mentiras e acusações em decorrência dos "interesses" da ortodoxia e eliminação de heresias. A Igreja mergulhou por um longo período no mesmo diabolismo ao qual buscou se opor. O pentagrama foi visto, então, como simbolizando a cabeça de um bode ou o diabo, na forma de Baphomet, e era Baphomet quem a Inquisição acusou os Templários de adorar. Também, por esse tempo, envenenar como meio de assassinato entrou em evidência. ERVAS potentes e drogas trazidas do leste durante as Cruzadas, entraram na farmacopéia dos curandeiros, dos sábios e das bruxas.

Curas, mortes e mistérios desviaram a atenção dos dominicanos da Inquisição, dos hereges cristãos, para as BRUXAS pagãs e para os sábios, que tinham o conhecimento e o poder do uso dessas drogas e venenos. Durante a purgação das bruxas, outro deus cornudo, como Pan, chegou a ser comparado com o diabo (um conceito cristão) e o pentagrama - popular símbolo de segurança - pela primeira vez na história, foi associado ao mal e chamado "Pé da Bruxa".

As velhas religiões e seus símbolos caíram na clandestinidade por medo da perseguição da Igreja e lá ficaram definhando gradualmente, durante séculos. As sociedades secretas de artesãos e eruditos, que durante a inquisição viveram uma verdadeira paranóia, realizando seus estudos longe dos olhos da Igreja, já podiam agora com o fim do período de trevas da Inquisição, trazer à luz o Hermetismo, ciência doutrinaria ligada ao agnosticismo surgida no EGITO , atribuída ao Deus Thot, chamado pelos gregos de Hermes Trismegisto, e formada principalmente pela associação de elementos doutrinários orientais e neoplatônicos.

Cristalizou-se, então, um ensinamento secreto em que se misturavam filosofia e alquimia, ciência oculta da arte de transmutar metais em ouro. O simbolismo gráfico e geométrico floresceu, se tornou importante e, finalmente, o período do Renascimento emergiu, dando início a uma era de luz e desenvolvimento.

Um novo conceito de mundo pôde ser passado para a Europa renascida, onde o pentagrama (representação do número cinco), significava agora o microcosmo, símbolo do Homem Pitagórico que aparece como uma figura humana de braços e pernas abertas, parecendo estar disposto em cinco partes em forma de cruz; o Homem Individual. A mesma representação simbolizava o macrocosmo, o Homem Universal - dois eixos, um vertical e outro horizontal, passando por um mesmo centro. Um símbolo de ordem e de perfeição, da Verdade Divina. Portanto, "o que está em cima é como o que está embaixo", como durante muito tempo já vinha sendo ensinado nas filosofias orientais.

O pentagrama pitagórico - que se tornou, na Europa, o de Hermes, gnóstico - já não aparece apenas como um símbolo de conhecimento, mas também como um meio de conjurar e adquirir o poder. Figuras de Pentagramas eram utilizadas pelos magos para exercer seu poder: existiam Pentagramas de AMOR , de má sorte, etc. No calendário de Tycho Brahe "Naturale Magicum Perpetuum" (1582), novamente aparece a figura do pentagrama com um corpo humano sobreposto, que foi associado aos elementos.

Agripa (Henry Cornelius Von de Agripa Nettesheim), contemporâneo de Tycho Brahe, mostra proporcionalmente a mesma figura, colocando em sua volta os cinco planetas e a Lua no ponto central (genitália) da figura humana. Outras ilustrações do mesmo período foram feitas por Leonardo da Vinci, mostrando as relações geométricas do Homem com o Universo. Mais tarde, o pentagrama veio simbolizar a relação da cabeça para os quatro membros e conseqüentemente da pura essência concentrada de qualquer coisa, ou o espírito para os quatro elementos tradicionais: terra, água, AR e FOGO - o espírito representado pela quinta essência (a "Quinta Essentia" dos alquimistas e agnósticos).

Na Maçonaria, o homem microcósmico era associado com o Pentalpha (a estrela de cinco pontas). O símbolo era usado entrelaçado e perpendicular ao trono do mestre da loja. As propriedades e estruturas geométricas do "Laço Infinito" foram simbolicamente incorporadas aos 72 graus do Compasso - o emblema maçônico da virtude e do dever.

Nenhuma ilustração conhecida associando o pentagrama com o mal aparece até o Século XIX. Eliphas Levi (Alphonse Louis Constant) ilustra o pentagrama vertical do homem microcósmico ao lado de um pentagrama invertido, com a cabeça do bode de Baphomet (figura panteísta e mágica do absoluto). Em decorrência dessa ilustração e justaposição, a figura do pentagrama, foi levada ao conceito do bem e do mal. Contra o racionalismo do Século XVIII, sobreveio uma reação no Século XIX, com o crescimento de um misticismo novo que muito deve à Santa Cabala, tradição antiga do Judaísmo, que relaciona a cosmogonia de Deus e universo à moral e verdades ocultas, e sua relação com o homem.

Não é tanto uma religião mas, sim, um sistema filosófico de compreensão fundamentado num simbolismo numérico e alfabético, relacionando palavras e conceitos. Eliphas Levi foi um expositor profundo da Cabala e instrumentou o caminho para a abertura de diversas lojas de tradição hermética no ocidente: a "Ordem Temporale Orientalis" (OTO), a "Ordem Hermética do Amanhecer Dourado" (Golden Dawn), a "Sociedade Teosófica", os "Rosacruzes", e muitas outras, inclusive as modernas Lojas e tradições da Maçonaria. Levi, entre outras obras, utilizou o Tarot como um poderoso sistema de imagens simbólicas, que se relacionavam de perto com a Cabala.

Foi Levi também quem criou o Tetragrammaton - ou seja, o pentagrama com inscrições cabalísticas, que exprime o domínio do espírito sobre os elementos, e é por este signo que se invocavam, em RITUAIS mágicos, os silfos do ar, as salamandras do fogo, as ondinas da ÁGUA e os gnomos da TERRA ("Dogma e RITUAL da Alta Magia" de Eliphas Levi).

A Golden Dawn, em seu período áureo (de 1888 até o começo da primeira guerra mundial), muito contribuiu para a disseminação das raízes da Cabala Hermética moderna ao redor do mundo e, através de escritos e trabalhos de vários de seus membros, principalmente Aleister Crowley, surgiram algumas das idéias mais importantes da filosofia e da mágica da moderna Cabala. Em torno de 1940, Gerald Gardner adotou o pentagrama vertical, como um símbolo usado em RITUAIS pagãos.

Era também o pentagrama desenhado nos altares dos rituais, simbolizando os três aspectos da deusa mais os dois aspectos do deus, nascendo, então, a nova religião de Wicca. Por volta de 1960, o pentagrama retomou força como poderoso talismã, juntamente com o crescente interesse popular em BRUXARIA e WICCA , e a publicação de muitos livros (incluindo vários romances) sobre o assunto, ocasionando uma decorrente reação da Igreja, preocupada com esta nova força emergente. Um dos aspectos extremos dessa reação foi causado pelo estabelecimento do culto satânico - "A Igreja de Satanás" - por Anton La Vay.

Como emblema de sua igreja, La Vay adotou o pentagrama invertido (inspirado na figura de Baphomet de Eliphas Levi). Isso agravou com grande intensidade a reação da Igreja Cristã, que transformou o símbolo sagrado do pentagrama, invertido ou não, em símbolo do diabo. A configuração da estrela de cinco pontas, em posições distintas, trouxe vários conceitos simbólicos para o pentagrama, que foram sendo associados, na mente dos neopagãos, a conceitos de magia branca ou magia negra. Esse fato ocasionou a formação de um forte código de ética de WICCA - que trazia como preceito básico: "Não desejes ou faças ao próximo, o que não quiseres que volte para vós, com três vezes mais força daquela que desejaste." Apesar dos escritos criados para diferenciar o uso do pentagrama pela religião Wicca, das utilizações feitas pelo satanismo, principalmente nos Estados Unidos, onde os cristãos fundamentalistas se tornaram particularmente agressivos a qualquer movimento que envolvesse BRUXARIA e o símbolo do pentagrama, alguns wiccanianos se colocaram contrários ao uso deste símbolo, como forma de se protegerem contra a discriminação estabelecida por grupos religiosos radicais.

Apesar de todas as complexidades ocasionadas através dos diversos usos do pentagrama, ele se tornou firmemente um símbolo indicador de proteção, ocultismo e perfeição. Suas mais variadas formas e associações em muito evoluíram ao longo da história e se mantêm com toda a sua onipresença, significado e simbolismo, até os dias de hoje.

O Pentagrama é o símbolo de toda criação mágica. Suas origens estão perdidas no tempo. O pentagrama foi usado por muitos grupos de pessoas aos longo da História como símbolo de poder mágico. O Pentagrama é conhecido com a estrela do microcosmo, ou do pequeno universo, a figura do homem que domina o espírito sobre a matéria, a inteligência sobre os instintos.

Na Europa Medieval era conhecido como "Pé de Druida" e como "Pé de Feiticeiro", em outras épocas ficou conhecido como "Cruz dos Goblins". O Pentagrama representa o próprio corpo, os 4 membros e a cabeça. É a representação primordial dos 5 sentidos tanto interiores como exteriores. Além disso, representa os 5 estágios da vida do homem:

Nascimento: o início de tudo;

Infância: momento onde o indivíduo cria suas próprias bases;

Maturidade: fase da comunhão com as outras pessoas;

Velhice: fase de reflexão, momento de maior sabedoria;

Morte: tempo do término para um novo início.

O Pentagrama é o símbolo da Bruxaria. Os Bruxos usam um Pentagrama para representar a sua fé e para se reconhecerem. O Pentagrama é tão importante para um Wiccaniano, assim como uma cruz é importante para um cristão, ou como um Selo de Salomão é importante para um judeu. O Pentagrama representa o homem dentro do círculo, o mais alto símbolo da comunhão total com os DEUSES . É o mais alto símbolo da Arte, pois mostra o homem reverenciando a Deusa , já que é a estilização de uma estrela (homem) assentada no círculo da Lua Cheia (Deusa). Cada uma das pontas possui um significado particular:

Ponta 1 - ESPÍRITO:

Representa os criadores , a Deusa e o Deus, pois eles guiam a nossa vida e nos ajudam na realização dos ritos e trabalhos mágicos. O Deus e a Deusa são detentores dos 4 elementos e estes elementos são as outras 4 pontas.

Ponta 2 - TERRA:

Representa as forças telúricas e os poderes dos ELEMENTAIS da TERRA , os Gnomos. É a ponta que simboliza os mistérios, o lado invisível da vida, a força da fertilização e do crescimento.

Ponta 3 - AR:

Representa as forças aéreas e os poderes dos Silfos. Corresponde à inteligência , ao poder do saber, a força da comunicação e da criatividade.

Ponta 4 - FOGO:

Representa a energia, a vontade e o poder das Salamandras. Corresponde às mudanças, às transformações. É a força da ativação e da agilidade.

Ponta 5 - ÁGUA:

Representa as forças aquáticas e aos poderes das Ondinas. Está ligada às emoções, ao entardecer, ao inconsciente. Corresponde às forças da mobilidade e adaptabilidade. Portanto, o Bruxo que detém conhecimento sobre os elementos usa o Pentagrama como símbolo de domínio e poder sobre os mesmos.

Vênus de Willendorf:


Significado Geral: Ancestralidade, Fertilidade e Prosperidade.

Etimologia:Vênus” é uma descrição genérica para diversos tipos de imagens ou estátuas femininas. “Willendorf” é o nome do local onde a estatueta foi descoberta em 1908 na Áustria.

Descrição: Uma estatueta de PEDRA de aproximadamente 11 cm, feita de oolítico (material que não existe na região de Willendorf), pintada com ocre vermelho, representando uma mulher com aspectos avantajados nos seios, vulva e barriga. Tem na cabeça um possível trançado comum da época ou uma ampla quantidade de olhos.

Tempo e Espaço: Possui, devido analises, aproximadamente 24 mil anos de idade, sendo considerada uma das mais antigas Vênus européias. Foi produzida, provavelmente, por tribos nômades de caçadores que deram origem aos povos chamados indo-europeus.

Alquimia e Ocultismo: Não possui nenhum uso conhecido. Apresenta apenas semelhanças de tamanho e formas disformes como as bonecas de pano, muito usadas em RITUAIS de direcionamento energético, como no caso dos vodus.

Tradições (neo)Pagãs: Para as diferentes religiosidades pagãs, não só a Vênus de Willendorf como várias outras representam uma crença dos povos antigos em seres femininos diretamente ligados a fertilidade e abundância. Para os crentes no conceito de “Grande Mãe”, algo muito presente nos seguidores da WICCA , Willendorf representa a própria.

Ao colocarem tal estatueta no altar (cópias, obviamente!), os pagãos acreditam estar honrando a memória e crença de seus ancestrais, além de estarem atraindo para si bênçãos de PROSPERIDADE e fertilidade, visto que as formas avantajadas da Vênus mostram que provavelmente este era o seu uso no passado; um talismã para fertilidade e uma representação da divindade mãe do povo que a esculpiu.

Comparativos: Ao ser comparada com as outras Vênus, Willendorf é uma das mais curiosas, pois é a única que mostra com clareza absoluta a idéia de fertilidade devido ao tamanho de seus seios, vulva e barriga, podendo inclusive, representar uma mulher grávida. As Deusas de fertilidade sempre existiram nas mais diferentes culturas, e dentro das religiões monoteístas, mesmo com toda a repressão do patriarcado, muitas figuras femininas se mantiveram presentes na religiosidade popular e tiveram que continuar sendo cultuadas de algum modo.

Neste caso, Maria uma ‘semideusa virgem’ ligada à criação divina e a pureza; Madalena também vista por alguns cristãos (Gnósticos) como uma ‘semideusa’ da restauração, bondade e persistência; a Santa Brigith (uma Deusa Pagã Celta), Lilith uma divindade do período pré-monoteísta dos povos judaicos (Semitas, Hebreus) e tantas outras figuras femininas enchem as religiões monoteístas dando aos seus dirigentes sérias “dores de cabeça” na tentativa de explicar o porque de terem sido em partes sincretizadas à essas religiões.

Observação: É extremamente importante alertar que apesar de algumas figuras, idéias, nomes ou estereótipos ligados a Deusas ou concepções femininas existirem dentro das religiões monoteístas em nada, absolutamente nada, o tipo de crença monoteísta se assemelha ao pagão em relação aos aspectos femininos da mulher ou das divindades, logo, não misturem as coisas.

Curiosidades: A Vênus de Willendorf é hoje, vista como um símbolo universal do poder feminino de fertilidade e abundancia proveniente da “Deusa Mãe” a quem direcionam a criação e sustentação do universo. Para os que trabalham com poder simbólico e criação de amuletos, usar a estátua perto da cama do casal ou no escritório significa, respectivamente, atrair fertilidade sexual e SUCESSO financeiro.


Estrela de Daví:

É um antigo e poderoso símbolo mágico.

Este símbolo consiste em um hexagrama de dois triângulos entrelaçados (um voltado para cima e outro para baixo).

O selo de Salomão simboliza a alma humana, sendo utilizados por bruxos e magos cerimoniais para encantamentos, conjuração de espíritos, sabedoria, purificação e reforço dos poderes psíquicos.

Círculo & Círculo Mágicko:

Significado Geral: Proteção, ESTABILIDADE , Perfeição, Renovação e Fluxo Energético.

Etimologia: -x-

Descrição: Um círculo!? hehehehe (brincadeira, desculpas)

Tempo e Espaço: Não se sabe com exatidão quando os povos começaram a utilizar círculos em celebrações, RITUAIS ou eventos. É possível encontrar nos mais diferentes locais do mundo, figuras circulares e adornos circulares que de algum modo sempre estavam ligados à cultura religiosa e ‘mística’ dos povos. Monumentos megalíticos, como o Stonenhege, são clássicos exemplos da criação de espaços circulares sagrados, que ao que tudo indica, eram utilizados para RITUAIS religiosos e funerários.

Alquimia e Ocultismo: Nas diferentes correntes e grupos que trabalham com o que podemos chamar de “ocultismo” o círculo é um símbolo do poder criativo do universo, ele não tem inicio, não tem fim e tampouco um elo fraco. Desta maneira o círculo é visto como um símbolo de perfeição, de continuidade e que representa diretamente o processo cíclico da vida. Normalmente o círculo não aparece sozinho, mas formando um outro símbolo, dando a ele um maior significado.

Tradições (neo)Pagãs: Dentro das tradições atuais, o círculo, além de possuir todo o significado descrito quanto ao ocultismo, também representa a fortaleza das práticas religiosas. Na Religião WICCA um círculo é traçado no chão de forma que todos os membros da celebração fiquem inseridos nele, tal representação é embutida do poder energético dos sacerdotes para proteger os participantes de energias e seres externos ao RITUAL , e também tem a função de estabilizar, gerar fluxo e ampliar o poder gerado no espaço sagrado.

Muitas tradições pagãs não traçam o círculo ritualístico, ou círculo mágicko como ficou mais conhecido, essa prática é mais comum em grupos ocultistas, cerimonialistas e na Wicca. Porém, mesmo sem traçar diretamente o círculo, eles normalmente executam seus RITUAIS em clareiras circulares e tendem a organizar-se em círculo durante as celebrações.

Comparativos: Existem práticas cristãs de elevação de bênçãos e orações que são normalmente ministradas por sacerdotes ou devotas, onde as pessoas se organizam em círculos dando as mãos e soltando somente quando percebem chegar ao ápice das entoações religiosas. Tal trabalho de elevação das orações pode facilmente ser comparado à elevação do cone de poder na Wicca, onde ao alcançar o ápice da geração de poder (energia) os membros do grupo se “libertam” do fluxo, e algumas vezes se jogam ao chão como sinônimo de conclusão da atividade e para restaurar as energias através do aterramento.

Curiosidades: Praticamente todos os símbolos possuem formas circulares, os povos celtas tinham como característica de suas artes fazer complexos desenhos circulares em formas de espirais. Na WICCA o círculo também representa a Deusa em seu aspecto de Mãe, fazendo com que, ao entrar num circulo mágicko o adepto esteja penetrando no útero da Deusa e sendo guiado aos seus mistérios universais.

Outras descrições:

“O círculo, por outro lado representa a totalidade. Tudo dentro do círculo é uma coisa só, circundada e limitada. Esse seria o aspecto espacial. Mas o aspecto temporal do círculo é que você parte, vai a algum lugar e sempre retorna. O universo é o Alfa e o Omega, o princípio e o fim. O circulo sugere imediatamente uma totalidade completa, quer no tempo, quer no espaço”.

Ankh ou Cruz Ansata:

Significado Geral: Vida, Fertilidade, Iniciação, Poder criativo, Reencarnação e Restauração.

Etimologia: (em pesquisa) Palavra egípcia para “vida”. No ocidente é conhecida como Cruz Ansata.

Descrição: Uma cruz que possui sua extremidade superior em forma de um arco circular.

Tempo e Espaço: É um milenar símbolo egípcio, usado por faraós, Sacerdotes e nobres dos mais diferentes lugares. Era usado em: sarcófagos, paredes, roupas, instrumentos e adornos. Tornou-se um símbolo muito utilizado e conhecido a partir da década de 70 com a criação dos movimentos New Age e passou a ser usado nos mais diferentes lugares do planeta.

Alquimia e Ocultismo: É um símbolo muito usado para representar o processo de caminhada do adepto até a iniciação. O caminho é marcado pelo equilíbrio e pela transformação obtida através da morte, onde o adepto é lapidado e retorna com uma nova vida. É um símbolo muito usado em ordens como a Maçonaria e a ROSA Cruz.

Tradições (neo)Pagãs: Todos aqueles que seguem o panteão egípcio trabalham com o Ankh. As linhas horizontal e vertical (Círculo/útero e Cruz/Falo) representam a energia feminina e masculina, que são diretamente relacionadas à Ísis e Osíris, os principais DEUSES Egípcios. Desta conexão têm-se a idéia de fertilidade e poder criativo, que era atribuído às cheias do Nilo.

Além disso, é possível interpretar o arco do topo da Ankh como sendo o movimento do Deus Sol Hórus, filho de Ísis e Osíris. Dessa trindade surge o significado voltado à restauração, vida, criação, fertilidade e reencarnação. Na WICCA é encarado como um símbolo da imortalidade e do fortalecimento gerado pela conexão com o divino.

Comparativos: É um símbolo muito utilizado pelos movimentos cristãos Gnósticos, sendo encarado como símbolo da ressurreição de Cristo. Dentro de outras correntes cristãs, principalmente as ligadas a Igreja católica, tal símbolo é mal visto, devido a sua direta ligação com deidades pagãs.

Curiosidades: No Brasil, o símbolo foi utilizado como emblema da “Sociedade Alternativa” criada por Raul Seixas e Paulo Coelho, e a partir de então se tornou muito conhecido por pessoas que tinham contato com esses personagens da música e da literatura brasileira.


Triskele, Triskelium ou Triquetra:

Significado Geral: Força, Proteção e Triplicidade de todas as coisas.

Etimologia: (Em Pesquisa).

Descrição: Uma espécie de estrela de três pontas inserida em um círculo, ou três espirais “com pernas” ligadas de forma triangular dando idéia de movimento. Possui diversas variações dentro da arte de “trançar” dos povos celtas.

Tempo e Espaço: Tem sua origem ligada aos povos indo-europeus (que deram origem aos Celtas e Nórdicos), tendo achados arqueológicos que lhe remetem uma idade superior a 5.000 anos (3.000 a. C). Entre os celtas era um símbolo diretamente ligado ao fluxo das estações, já que eles, só contavam três (3); Primavera, Verão e Inverno. Alguns estudiosos definem que os povos celtas de algumas regiões acreditavam em somente 3 elementos: O Céu (ar), A TERRA (terra e fogo) e o Mar (água). Tudo isso comprova a tese de que os Celtas consideravam o três como sendo um número sagrado. Atualmente as Igrejas Irlandesas Cristãs utilizam muito dos símbolos celtas sincretizados a conceitos cristãos no intuito de preservar parte das raízes históricas, culturais e religiosas da Irlanda.

Alquimia e Ocultismo: Não é citado ou comumente utilizado por grupos conhecidos, tendo, no máximo, algumas corruptelas de seus desenhos inseridas devido ao simbolismo triplo também presente nos meios ocultistas.

Tradições (neo)Pagãs: Está diretamente ligado as energias tríplices, tais como magnetismo, eletricidade e neutralidade. A planos de existência; físico, mental e ESPIRITUAL . A aspectos familiares; Pai, Mãe e Filhos. A processos da existência; Vida, Morte e Renascimento e entre a grande maioria das religiosidades e tradições, principalmente as ligadas a WICCA , representa os aspectos da Deusa; Virgem, Mãe e Anciã, tendo na conexão ou no círculo o quarto aspecto, a ceifadora. Sendo assim um símbolo de poder e exaltação da Grande Mãe

Comparativos: Para os pagãos é um símbolo de continuidade, de fluxo das estações e da Grande Mãe, para os Cristãos é um símbolo do poder de Deus e da Trindade.

Curiosidades: É um dos símbolos mais utilizados para se fazer tattoos tribais, e apesar de muitos o utilizarem por seus significados religiosos boa parte das pessoas inserem tal símbolo somente por sua beleza.


Cruz Celta ou Cruz Solar:

Significado Geral: Equilíbrio, Igualdade e Harmonia.

Etimologia: -x-

Descrição: Uma cruz com quatro (4) braços iguais, envoltos por um círculo. Existe uma outra Cruz Solar que é a Cruz Cristã. Adornada com desenhos celtas e com um circulo na sua parte de cima esta cruz, por sua vez, é mais utilizada pelos movimentos cristãos Irlandeses e Bretões e é mais um sincretismo cristão de símbolos e ‘identidades’ pagãs.

Tempo e Espaço: Tal símbolo aparece por toda a Europa desde o terceiro milênio a.C. e foi mais utilizado pelos povos Celtas (Celtiberos, Gauleses, Gaélicos) e também teve uso por meio dos povos nórdicos sendo considerada uma “Cruz de Odin”. Ao que tudo indica era usada por eles em amuletos de proteção sendo comumente gravadas em PEDRAS , ornamentos e instrumentos.

Alquimia e Ocultismo: Não existe um significado muito latente dentro dos grupos que praticam ocultismo, alquimia e etc. O uso se remete normalmente a Cruz Irlandesa (cristã), que une em si o simbolismo do círculo (eternidade) e da cruz cristã (sacrifício, ressurreição).

Tradições (neo)Pagãs: Diferentes grupos reconstrucionistas celtas utilizam-se deste símbolo para expressar sua busca pela vivificação da cultura destes povos. Aqueles que seguem religiosidades ligadas aos Celtas como o Druidismo (Histórico, Neo e reconstrucionista) usam tal símbolo para representar sua fé e como uma homenagem aos seus ancestrais e Deuses.

Na Wicca este símbolo ganha o significado de equilíbrio e igualdade, onde os braços da cruz, por serem idênticos são uma referencia a isto. Também demonstra ser um símbolo de união dos DEUSES já que o Deus é representado pelas quatro (4) estações da roda do ano e a Deusa pelo círculo lunar (lua Cheia).

Comparativos: Para os Pagãos é um símbolo de equilíbrio, força e ancestralidade, para os cristãos é um símbolo que demonstra a eternidade de cristo, lembrando que há variações no formato das cruzes de um e outro.

Curiosidades: Infelizmente, a cruz irlandesa cristã e até mesmo a cruz celta pagã são utilizadas por alguns grupos radicais e racistas, para simbolizar uma suposta e absurda “supremacia branca” em relação a Negros e pessoas estrangeiras em países como Irlanda e França. Tanto que na Itália o símbolo foi proibido por ser considerado Fascista.


Triluna ou Lua Tríplice:

Significado Geral: Representa os aspectos da Deusa; Virgem, Mãe e Anciã.

Etimologia: Tri / Três; Luna / Lua.

Descrição: Desenhos de uma lua crescente ligada a uma lua cheia e a uma lua minguante, lado a lado.

Tempo e Espaço: Este símbolo começou a ser utilizado com o surgimento da WICCA e das correntes New Age e neopagãs, e não possui relatos muito significativos entre povos antigos. Os antigos povos que adoravam deusas lunares comumente desenhavam círculos ou semicírculos (meia luas) como alusão a lua, mas não exatamente da forma como a triluna.

Alquimia e Ocultismo: Não tem uso conhecido.

Tradições (neo)Pagãs: É um símbolo próprio da religião WICCA e atualmente muito usado pelas correntes neopagãs para simbolizar a polaridade feminina, tida como grande mãe, e seus aspectos de transformação em relação à lua, Virgem-lua crescente; Mãe – Lua Cheia e Anciã – Lua Negra. Serve como símbolo da Deusa e como um evocador de bênçãos da mesma.

Comparativos: Não existe o uso da triluna por parte de igrejas ou grupos cristãos, apenas no oriente é possível perceber alguns símbolos parecidos que são usados em festivais, mas nada específico.

Curiosidades: Este símbolo é muito utilizado em tatuagens por meio dos adeptos do Neopaganismo e da Wicca, e nos RITUAIS de Esbbath é comuns que a(s) sacerdotisa(s) coloquem arcos com este símbolo na cabeça, para que ele fique posicionado na testa delas, representando assim o poder feminino da Deusa que as preenche.


Yin & Yang:

Significado Geral: Símbolo do equilíbrio das energias universais.

Etimologia: Yin = Feminino (escuro) e Yang = Masculino (claro).

Descrição: Um círculo com duas metades onduladas proporcionais, com mais dois círculos menores dentro de cada uma. Com uma variação de cor entre preto e branco.

Tempo e Espaço: É um símbolo milenar da cultura chinesa que se tornou muito popular no ocidente com a chegada dos gibis e desenhos animados de cunho oriental.

Alquimia e Ocultismo: É usado como símbolo de equilíbrio, descrevendo que tudo no universo possui uma parte do outro dentro de si, constituindo diversas polaridades dentro de um só ser, onde é a diversidade que gera o equilíbrio.

Tradições (neo)Pagãs: É normalmente utilizado em mandalas, espelhos e pendurado em portas e paredes. Sua interpretação segue o mesmo padrão, é um símbolo de equilíbrio que pode ser “lido” como: “Todo mal possui um bem, todo o bem possui algo mal”. Todas as pessoas e coisas são duais, possuem luz e sombras, pólos masculino e feminino, medo e coragem e etc.

Na WICCA pode simbolizar também fertilidade e criação, onde a união dos opostos (sacerdotisa e sacerdote) permite que um absorva uma parte do poder do outro, ou seja, a sacerdotisa absorve um pouco do poder do Deus ao ser fertilizada na união com o sacerdote, e o sacerdote absorve um pouco do poder da Deusa ao ser fertilizado pela sacerdotisa.

Observação: Não estamos citando, necessariamente, o Grande Rito real, neste caso o simbólico e qualquer união energética entre o sacerdote e a sacerdotisa devem ser levados em conta em relação à simbologia do Yin & Yang. E este símbolo não é muito comum na Wicca, apenas é interpretado desta forma por alguns que o utilizam.

Comparativos: Não é utilizado, nem sincretizado por religiões monoteístas.

Curiosidades: Foi criado por I Ching, após este ter percebido que todas as energias possuem uma dualidade de forças. É largamente utilizado na arte do FENG SHUI para harmonizar os ambientes.


Ouroboros ou Ourobo:

Significado Geral: Símbolo da eternidade, da continuidade, do eterno retorno.

Etimologia: Na linguagem copta e no idioma hebreu, ouro significa Rei, e ob significa serpente. Sendo que tais expressões são uma interpretação relativamente moderna, não sendo possível analisar uma etimologia mais precisa quanto à RAIZ exata do termo.

Descrição: Contem os animais míticos do FOGO , o Dragão ou a Serpente, num movimento circular engolindo o próprio rabo, dando a idéia de que se alimentam através de si próprios. Aparece somente com uma cor, ou o mais comum; contendo duas cores, representando a união das polaridades, feminino e masculino, claro e escuro, divino e profano e etc.

Tempo e Espaço: Os achados mais antigos deste símbolo possuem indicam mais de 3.000 anos. Foram encontrados em diferentes locais e datas com diferentes povos, dentre eles: Egípcios (Representando a Ressurreição de Rá como o Sol), entre Chineses, Nórdicos (Jormungand), Fenícios, Hindus, Gregos e outros.

Alquimia e Ocultismo: Tal símbolo é largamente utilizado, vindo seguido, na maioria dos livros, da expressão “Hen to Pan” que pode significar “o Um, o Todo” ou "Tudo é um, um é tudo". Marcando desta forma o significado de ressurreição, transmutação ígnea onde o adepto morre e renasce iniciado.

Tradições (neo)Pagãs: Simboliza o eterno retorno da alma na roda das existências. Na WICCA pode ser utilizado para representar a roda do ano, o eterno retorno do Deus Sol, que pode ser comparado a Serpente - ser ligado ao submundo tal como o Deus, que se sacrifica e renasce constantemente num ciclo eterno.

Comparativos: Como Símbolo pré-cristão, a Serpente do Ourobos representa Sabedoria, a capacidade de enxergar e entender o universo, para a visão Cristã a Serpente é vista de forma maléfica e ligada ao inferno. O Círculo pode representar a roda do Sol, o universo e a continuidade para os pagãos e pode representar o limite entre os mundos para os Cristãos.

Curiosidades: Algumas vezes o símbolo aparece criando dois círculos contínuos (8) um acima do outro, e pode ter sido desta representação que o símbolo matemático do infinito surgiu.

SOL: Um círculo com um ponto no centro. O espírito manifestando-se. Sendo a manifestação visível de Deus; é o elemento fecundante. Representa o poder da ação.

LUA: Dois semicírculos representando o crescente lunar. Símbolo essencial do mundo astral, é a alma, o elemento fecundado. Representa também a emoção e a mãe.

MERCÚRIO: O semicírculo elevado sobre o círculo que por sua vezes eleva sobre a cruz. Embora denote os propósitos espirituais acima do material, ainda tem prevalecido sobre este, as emoções da alma não esta totalmente definido.

VÊNUS: O círculo sobre a cruz. Aqui, denota-se a ausência do astral, é o espírito acima da matéria. O desejo de equilíbrio que só realizara na trilogia. Portanto o aspecto que denota amor espiritual pode ser visto como a força de coesão que se expressa na matéria. Atração sexual. Esta relacionado ao amor.

TERRA: União do espírito representado pelo círculo e a matéria pela cruz. O espírito habitado pela matéria.

MARTE: É a cruz elevada sobre o círculo, também é expresso por uma seta sobre o círculo. A força criadora do espírito que dirige a matéria embora os propósitos materiais estejam acima das vibrações espirituais.

JUPTER: O semicírculo eleva-se sobre a cruz, mas na horizontal. As ânsias da alma sobre saem acima do material, mas realizam nas condições terrenas e não nas espirituais como é o caso de Netuno.

SATURNO: A cruz eleva-se sobre o semicírculo. A matéria deve equilibrar-se na justiça ou jamais se libertará, pois saturno representa movimento de contração, cristalização e inflexibilidade. Impõe o dever.

URANO: Dois semicírculos no mesmo plano da cruz se elevam acima do círculo. Urano da início a uma primeira série de um círculo mais elevado de influencia astral. Simboliza a mente que se ilumina na matéria, perfeitamente conectada com os planos de intuição superior.

NETUNO: O semicírculo elevado sobre a cruz. As setas indicam a direção ao se projetar, a alma e matéria na ânsia de se realizarem espiritualmente. Esta definido, o astral sobrepõe a matéria e ambos se elevam.

PLUTÃO: O círculo acima do semicírculo que se eleva sobre a matéria. Prece indicar-nos a forma perfeita e definida. Esta ligado a consciência e tem entre muitas qualidades a capacidade de organizar, transmutar e regenerar.


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