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"Sou uma Bruxa (palavra com muitos significados na linguagem comum) porque uso as energias da natureza e celebro seus ciclos. Meu convívio com estas forças é forte e harmonioso visto que busco nelas as energias para me nutrir e auxiliar a quem necessitar. Minha grande Catedral é o Cosmos e ali estão todas as crenças, religiões e doutrinas que preciso para a evolução da alma. Ali coloco meu coração e recebo as energias para ser feliz. Como Wicca, meu ritual é feito ao ar livre e tenho o Céu (Cosmos) como cobertura e ali referencio a grande Mãe que somada as energias masculinas do Deus Conífero, formam, a meu ver, o equilíbrio necessário entre as forças Yin e Yang"

Selo de Hécate

Selo de Hécate

sexta-feira, 4 de novembro de 2011


ALQUIMIA - A ARTE SAGRADA


Segundo registros históricos, a alquimia foi praticada e difundida em civilizações antigas de Ásia, África e Europa, como sustentam alguns historiadores, por mais e 5000 anos. Alguns afirmam que a real origem da alquimia está associada à herança de conhecimentos de antigas civilizações extintas. A alquimia foi praticada nas civilizações antigas da Mesopotâmia, Egito, Pérsia, Índia, China, Grécia, o Império Romano, o Império Islâmico e mais adiante em toda a Europa até o século XIX sendo disseminada em escolas dedicadas exclusivamente para esta finalidade.

Só no século XX foi redescoberta para o mundo uma reconsideração do significado profundo da alquimia como prática para transformação espiritual do ser humano para estados mais elevados de consciência por pesquisadores como Carl Jung. Ele descobriu uma grande ligação entre a simbologia alquímica e aspectos relacionados à psique humana recentemente desenvolvida.

Na atualidade os investigadores julgam a alquimia como autêntica e valiosa pelos seus aspectos espirituais e extrafísicos afirmando que o desenvolvimento da química e metalurgia, como derivada desta ciência, é uma mera corrupção da tradição hermética original. Os métodos alquímicos estão passando por uma recente fase de renascimento na atualidade através dos movimentos esotéricos e místicos.


A historia da verdadeira alquimia tem se convertido em um vigoroso campo acadêmico. É de grande valor para historiadores e filósofos pelos seus aspectos místicos, esotéricos e artísticos. A medida que a obscura linguagem hermética dos alquimista vêm sendo gradativamente decifrada, os historiados estão sendo mais conscientes das conexões intelectuais entre esta arte e as outras facetas da cultura ocidental, tais como sociologia, psicologia, cabalismo, espiritualismo, rosacruscismo, criptografia, bruxaria, ciência, filosofia entre outras.

Existem muitas definições que descrevem o que é a alquimia. Desde o lado mais íntimo e profundo da alquimia, ela pode ser definida como a arte sagrada que, através da prática paciente, sabedoria e fé, busca servir de apoio à natureza para permitir a expansão de consciência e aperfeiçoamento do ser humano por meio dos processos de transformação espiritual que atravessa.

Uma prática comum dos alquimistas era o emprego de metáforas e complexos sistemas simbólicos absurdos e desconexos para esconder seus verdadeiros aspectos extrafísicos propositalmente para evitar deixar cair em mãos de sopradores. Para esta finalidade foram utilizadas substancias químicas, estados físicos e processos da matéria metaforicamente para ocultar o aspecto paralelo ligado aos aspectos internos do ser humano.

Assim mesmo, muitos símbolos da alquimia são derivados da astrologia devido a que por ambas terem o conhecimento oculto como objetivo comum terminaram se entrelaçando e complementando ao longo do tempo desde épocas antigas.

Sendo assim, a transmutação do chumbo em ouro, uma das maiores ambições dos alquimistas como comumente se conhece, simboliza, na realidade, a transformação do ser humano imperfeito, enfermo, corrompível, efêmero e ignorante, simbolizado pelo chumbo ou saturno, até um estado perfeito, saudável, incorrompível, eterno e iluminado, simbolizado pelo ouro ou o sol. Da mesma maneira a pedra filosofal representa um estado de ser, oculto no interior do ser humano, que, se aflorado, promoveria este processo de transformação espiritual próprio assim como daqueles que estão por perto.

O elixir da vida ou panacéia universal, aquela que é a cura de todos os males, bastante procurado pelos alquimistas, é bastante similar à vida eterna pregada por Jesus Cristo, vida eterna que está além do mundo material e que é somente alcançada quando somos capazes de morrer em prol do renascimento para um novo estado de consciência.


O caminho misterioso e enigmático utilizado na representação dos emblemas alquímicos foram sempre fontes de mistérios. Alguns alegam de serem de caráter oculto necessariamente para assegurar o conhecimento destas forças ingentes não caíssem em mãos enganosas.

No entanto, a escuridão dos emblemas alquímicos se deve também a sua natureza de desafio para aqueles que, pela sua natureza heróica, tentam 'conhecer o interior', encontrando nas suas gravuras um caminho, repleto de maravilhas, para penetrar no coração da matéria. Contemplam-se profundamente estas imagens, ou seja, sem tentar raciocinar a sua arte e beleza, se comprovará que, muitas vezes, correspondem a uma dimensão atemporal que se encontra no nosso interior mais profundo.

Pelo visto anteriormente a alquimia deixou uma mensagem poderosa, válida até, e especialmente, nos dias de hoje, a busca da perfeição. Em um mundo onde o ser humano comum perdeu o contato com sua parte divina, seu Ser Superior, a alquimia aparece como um chamado para que o ser humano pare de Fazer para começar a Ser... ser aquilo que está oculto dentro dele, ser aquilo que o transforma em divindade caminhando na terra.

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