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"Sou uma Bruxa (palavra com muitos significados na linguagem comum) porque uso as energias da natureza e celebro seus ciclos. Meu convívio com estas forças é forte e harmonioso visto que busco nelas as energias para me nutrir e auxiliar a quem necessitar. Minha grande Catedral é o Cosmos e ali estão todas as crenças, religiões e doutrinas que preciso para a evolução da alma. Ali coloco meu coração e recebo as energias para ser feliz. Como Wicca, meu ritual é feito ao ar livre e tenho o Céu (Cosmos) como cobertura e ali referencio a grande Mãe que somada as energias masculinas do Deus Conífero, formam, a meu ver, o equilíbrio necessário entre as forças Yin e Yang"

Selo de Hécate

Selo de Hécate

sexta-feira, 4 de novembro de 2011


ALFABETOS MÁGICOS

Cada divindade tem seu nome divino, que é silábico e cada sílaba vibra num tom específico. A junção das sílabas, entoadas ou sonorizadas corretamente, formam um canto "mântrico" que é capaz de alterar tudo à volta de quem o estiver sonorizando.

O nome silábico de uma divindade é uma sinfonia divina criadora e é a concretização de uma das qualidades do Verbo Divino. Logo, se fosse conhecido no plano material, com certeza o caos já teria se restabelecido no Universo e em toda a criação de Deus.

Os pensamentos das divindades são irradiados através de ondas vibratórias vivas e divinas. Eles têm o poder de realizar-se em tudo e todos que absorverem suas ondas vibratórias.

As letras dos alfabetos são a inscrição humana dos nossos pensamentos, que não têm o poder de realização, pois essa faculdade pertence somente a Deus e às Suas divindades.

Nós podemos pensar algo que nada acontecerá, pois nossa vibração mental não tem esse poder de realização. Mas, se inscrevermos uma letra e soubermos a qual divindade ela pertence, basta evocá-la e uma irradiação "viva" e realizadora se multiplicará e se projetará até a pessoa a ser beneficiada pela magia riscada.

No Ocultismo e em grande parte das Artes Mágickas, são utilizados alfabetos diferentes daquele usado em nossa escrita comum. Esses alfabetos são utilizados em inscrições, chaves, invocações, rituais, operações mágickas. Os Alfabetos Místicos variam conforme a necessidade ou seguimento.

Com exceção do alfabeto hebraico (o da Cabala), que é utilizado nas escrituras judaicas, os demais alfabetos que vou passar a seguir são de uso exclusivo Ocultista.

Todos os alfabetos mágickos são variações, do alfabeto Hebraico (o da Cabala), e por isso, quando escrever ou ler que contenha esses alfabetos, deve-se ler/escrever da direita para a esquerda. Por isso, se quiser escrever um nome usando caracteres mágickos, inverta a sequência das suas letras.

Os alfabetos são:

* Alfabeto Celestial
* Alfabeto Malaquim
* Alfabeto Cabalístico 
* Alfabeto dos Magos
* Alfabeto Enochiano
* Alfabeto Tebano


A Escrita Celestial:
A escrita Celestial é o alfabeto hebraico mais antigo, usado pelos hebreus antes do período de exílio na Babilônia, que ocorreu no séc.VI ac. É formado por 22 consoantes e escrito da direita para a esquerda. Seu nome deriva da tradição de que seus caracteres foram vistos pelos antigos sacerdotes hebreus entre os astros do céu.

A seguir, os caracteres do alfabeto celestial, e seus correspondentes:


O Alfabeto dos magos, ao contrário da escrita Celestial é uma variante mais moderna do hebraico quadrado. 

Também escrito de trás para frente, esse alfabeto foi muito utilizado em diversos grimoires, principalmente pelos alquimistas, que visavam assim manter ocultas suas fórmulas e anotações dos olhos leigos, embora não fossem muito utilizadas em simbologia, muitas chaves (invocações) eram escritas utilizando-se do alfabeto dos magos na época.


Alfabeto Tebano: 

Também chamado Alfabeto Theban, ou Alfabeto das Bruxas. A primeira notícia oficial do alfabeto Theban é em livros de Cornélio Agrippa, em 1521, mas acredita-se que seja ainda mais antigo. Digo isso porque a ausência das letras U/J/W nos mostra que tem origem latina, originado antes de séc.XI. Nunca chegou a ser um alfabeto utilizado com frequencia nos meios Ocultistas. Voltou a ser conhecido e utilizado quando Gerald Gradner (praticamente o criador da wicca - da tradiçao wiccan gardneriana) o reinventou, e por isso, ficou sendo conhecido como "Alfabeto das Bruxas". 

Por não ter ligação com o hebraico, não é escrito de trás para frente e é utilizado mais frequentemente por seguimentos wiccans .


Alfabeto Hebraico:

O Alfabeto Hebraico, também chamado de Alfabeto Cabalí¬stico, é o alfabeto mais utilizado e conhecido nos meios Ocultistas, sendo que grande parte dos outros alfabetos místicos são criações dele. O Alfabeto Hebraico foi desenvolvido a partir do séc. VI a. C. e sua criação é atribuída a Esdras.

Segundo a Cabala, as 22 letras do alfabeto hebraico, associadas às dez sephiroth (fluxos de energia) foram a matéria-prima que Deus usou para criar o Universo. 
Cada uma dessas 22 letras representa um significado específico e é atribuído um valor numérico, e quando elas se juntam nas mais diversas combinações, seria o mesmo que estar montando uma equação numérica. Dessa equação numérica de significados nasceram os conceitos, as idéias, a natureza e a própria História.

Desse alfabeto, se originou o tarot e está intimamente ligado às sephiroth, à alquimia, a quase todos os símbolos místicos, operações mágickas, magia cerimonial e ocultismo em geral. Também é escrito de trás para frente.


Alfabeto Enochiano: 

O Alfabeto Enochiano representa a linguagem angélica que foi transmitida a Dee e Kelly, sendo tão poderosa que teve seus nomes anunciados de trás para frente, de modo a prevenir a conjuração acidental de algumas entidades. 

Acreditava-se que a simples pronúncia do nome destas entidades seria suficiente para conjurá-la, ou pelo menos algum de seus aspectos. 

Cada letra do Alfabeto Enochiano apresenta sua correspondência planetária, elemental e nos Arcanos Maiores do Tarot, além de seu valor gemátrico. 

Para a utilização deste sistema mágicko é imprescindível a correta pronúncia dos nomes e fórmulas.


Alfabeto Futhark (runas): 

Trata-se de um dos antigos alfabetos místicos, muito utilizado pelos nórdicos e que é, até hoje, utilizado como oráculo. A palavra runa significa secreto, empregada para indicar um sonho misterioso, uma doutrina oculta ou um escrito hermético. Antes de aprender os caracteres romanos, os antepassados conheciam os signos chamados glifos que compunham a escrita alfabética Futhark, a qual originou as runas.


Alfabeto Ogham:

O Alfabeto Ogham (pronunciado ouam), também chamado de alfabeto duídico sagrado, era o alfabeto utilizado pelos Celtas. 

Os Celtas acreditavam que muitas árvores eram habitadas por espíritos, por isso nomearam cada letra de seu alfabeto com um nome de uma árvore em específico. Os antigos Celtas usavam o alfabeto Ogham na realização da magia. Atiravam também paus divinatórios gravados com os símbolos do alfabeto Ogham.

O Ogham era escrito da esquerda para a direita em manuscritos, e de baixo para cima em pedras. A linha central representa um tronco de árvore, e os traços representam os ramos.


Alfabeto Malaquim: 

O Alfabeto Malaquim é um dos mais antigos alfabetos místicos existentes. Ele seria uma evolução do alfabeto celestial. 

O Alfabeto Malaquim serviu de intermediário para a criação e origem do alfabeto cabalístico como o conhecemos hoje (o alfabeto hebraico). É também escrito da direita para esquerda.


Alfabeto Maçônico / Rosa-Cruz: 

O Alfabeto maçônico foi frequentemente usado no sec. XVII, e até hoje muitos praticantes de Ordens Maçônicas o utilizam para se identificarem, ou em seus escritos.


Alfabeto aramaico:

O alfabeto aramaico foi um alfabeto muito difundido na região da Mesopotâmia a partir do século VII a.C., sendo então adotado pelos persas. Foi o dialeto que antecedeu ao hebraico. Sua importância reside no fato de ser o antecessor do alfabeto hebraico, estudando o alfabeto aramaico, consegue-se conhecer a pronunciação dos nomes e dos sons das consoantes que formam o alfabeto hebraico;



Abaixo, o alfabeto utilizado na alquimia:


A seguir, o alfabeto Babilônico:

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