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"Sou uma Bruxa (palavra com muitos significados na linguagem comum) porque uso as energias da natureza e celebro seus ciclos. Meu convívio com estas forças é forte e harmonioso visto que busco nelas as energias para me nutrir e auxiliar a quem necessitar. Minha grande Catedral é o Cosmos e ali estão todas as crenças, religiões e doutrinas que preciso para a evolução da alma. Ali coloco meu coração e recebo as energias para ser feliz. Como Wicca, meu ritual é feito ao ar livre e tenho o Céu (Cosmos) como cobertura e ali referencio a grande Mãe que somada as energias masculinas do Deus Conífero, formam, a meu ver, o equilíbrio necessário entre as forças Yin e Yang"

Selo de Hécate

Selo de Hécate

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Hécate

Hécate era uma divindade nocturna, da vida e da morte. Era chamada de “A Mais Amável”, “Rainha do Mundo dos Espíritos”, “Deusa da Bruxaria”. Era a mais antiga forma grega da Deusa Tríplice, que controlava o Paraíso, o Submundo e a Terra. É uma Deusa tricéfala grega, Deusa da Lua Minguante, guardiã das encruzilhadas, senhora dos mortos e rainha da noite. Ela era homenageada com procissões em que se carregavam tochas e oferendas para as conhecidas "ceias de Hécate". É conhecida como uma Deusa "escura" por seu poder de afastar os espíritos maléficos, encaminhar as almas e usar sua magia para a regeneração. Invocava-se a sua ajuda em seu dia (13 de Agosto) para afastar as tempestades que poderiam prejudicar as colheitas. Especialmente para os trácios, Hécate era a Deusa da Lua, das horas de escuridão e do submundo. Parteiras eram ligadas a ela. Era conhecida entre as Amazonas como a Deusa da Lua Nova, uma das três faces da Lua e regente do Submundo. A lenda não é clara quanto à sua origem. Alguns mitos dizem que Hécate era filha dos titãs Tártaros e Noite; outras versões dizem ser de Perseus e Astéria (Noite-Estrelada), ou de Zeus e Hera. Sabemos que seu culto não se originou na Grécia. Lendas de Hécate eram contadas por todo o Mediterrâneo. No início, Hécate não era uma Deusa ruim. Após a queda do matriarcado, os gregos a cultuavam como uma das rainhas do Submundo e governante da encruzilhada de três caminhos. Um de seus animais sagrados era a rã, um símbolo da concepção. Era chamada de A Deusa das Transformações, pois regia várias passagens da vida, e podia alterar formas e idades. Outro animal sagrado era o cão. Hécate era considerada como o terceiro aspecto da Lua, a Megera ou a Anciã (Portadora da Sabedoria). Os gregos chamavam-na de A Megera dos Mortos. Aliada de Zeus, ela era acompanhada por uma matilha de lobos. Como aspecto da deusa Amazona, a carruagem de Hécate era puxada por dragões. Outros de seus símbolos eram a chave e o caldeirão. As mulheres que a cultuavam normalmente tingiam as palmas de suas mãos e as solas dos pés com hena. Seus festivais aconteciam durante a noite, à luz de tochas. Anualmente, na ilha de Aegina no golfo Sarônico, acontecia um misterioso festival em sua honra. Essa era uma Deusa caçadora que sabia de seu papel no reino dos espíritos; todas as forças secretas da Natureza estavam sob o seu controle. Os gregos e trácios diziam que ela controlava o nascimento, a vida e a morte. Hécate era considerada a patrona das sacerdotisas, Deusa das feiticeiras. Estava associada à cura, profecias, visões, magia, Lua Minguante, encantamentos, vingança, livrar-se do mal, riqueza, vitória, sabedoria, transformação, purificação, escolhas, renovação e regeneração. Como Senhora da Caçada Selvagem e da feitiçaria, Hécate era a princípio uma divindade das mulheres, tanto para cultuar como para pedir auxílio, e também para temer caso alguém não estivesse com sua vida espiritual em ordem. Os símbolos de Hécate são: - as tochas que nos iluminam e nos guiam pela escuridão, - a chave que abre os portais entre os mundos, - o açoite que disciplina e purga, - o punhal que corta o ar do círculo mágico, e - o prato de libação cheio de um elixir misterioso. A triplicidade de Hécate mostra seu domínio sobre três mundos, que penetra e une os três reinos: Céu, Terra e Inferno. "Eu lhe exalto, adorável triforme Hécate Enodia”, velada em açafrão, de Céu, Terra e Mar, que celebra a Bacanália na tumba, com as almas dos mortos; filha de Perses, amante de solidão, honrada com bolos, noturna, protetora dos cães, soberana invencível, anunciada pelo rugido das bestas selvagens, rainha portadora das chaves de todo o cosmos". (Hino Órfico à Hécate) Ervas: salgueiro, teixo, mandrágora, cíclame, menta, cipreste, tamareira, gergelim, dente-de-leão, alho, carvalho, cebola. Elementos: água e terra Cores: preto, azul, vermelho, branco, dourado, cinza. Pedras: ônix, turmalina negra. Dia da semana: sábado ou segunda-feira Mês do ano: Agosto Dias de honra a Hécate: 31/01, 27/02, 04/03, 13/08, 21/09, 31/10, 01/11, 07/11, 16/11. Festas de Hecate: Hécate era adorada tanto pelos gregos como pelos romanos, e tinham suas próprias festas dedicadas a ela. Segundo Ruickbie, os gregos guardavam dois dias consagrados a Hécate, um o 13 de Agosto e outro o 30 de Novembro. Os romanos consideravam o 29 de cada mês consagrado a ela. Lua: minguante e nova (luas negras) Associações: trabalhos psíquicos, mistérios e segredos profundos e escondidos, predição, feitiços e transes Animais: mariposa, cão, loba
“Ó Poderosa Hécate, Faça com que o círculo nunca seja quebrado, Faça com que a terra esteja sempre firme, Faça com que o vento seja sempre constante, Faça com que o mar esteja sempre agitado, Faça com que o fogo nunca se apague, e sua luz mostre o caminho. Hécate! Faça-se sempre viva em minha alma.” Esta é uma das orações poderosa das Bruxas, aonde seus pedidos à Deusa Hécate, geralmente são de protecção para suas magias e para activar a energia dos seus poderes.
INVOCAÇÃO E RITUAL DE HÉCATE Hécate, a misteriosa Deusa das Trevas e protectora de todos os Bruxos, é a personificação da lua e do lado escuro do princípio feminino. Seu nome é grego e significa "aquela que tem êxito de longe", o que a liga a Diana (Artemis), a virgem caçadora da lua. Na mitologia, Hécate era filha dos titãs Perses e Asteria, e acreditava-se que vagava pela terra e assombra­va as encruzilhadas nas noites sem lua com uma matilha de cães fantasmagóricos e uivantes. Como Diana, Hécate pertence à classe das deidades portadoras de archote, sendo retratada portando um, afim de se ajustar à crença de que era a deusa lunar nocturna e poderosa caçadora que conhecia seu caminho no reino dos espíritos. Controlava as fases de nascimento, vida e morte, e dizia-se que os poderes secretos da Natureza estavam sob seu comando. Embora os cães fossem os animais mais sagrados para ela, Hécate estava associada às lebres na antiga Grécia, como a sua equivalente germânica, a deusa lunar Harek. (A lebre, de acordo com uma série de hieróglifos egípcios, é um "sinal determinador que define o conceito do ser, e simboliza, em consequência, a existência elementar. Para os antigos chineses, a lebre era tida como animal de augú­rio, e dizia-se que vivia na lua.) Na arte, Hécate é muitas vezes representada como uma mulher com três cabeças, com serpentes sibilantes entrelaçadas em seu pescoço. Por essa razão, ela é chama­da de Triforme —símbolo que pode estar ligado aos três níveis. Nascimento, Vida e Morte (representando o Passa­do, o Presente e o Futuro) e à trindade da Deusa Tripla: Virgem, Mãe e Anciã. Hécate é uma poderosa deidade lunar, e todos os rituais realizados em sua honra devem ser feitos: - à meia-noite, - em noites sem lua - ou ao nascer da lua do dia 13 de Agosto, o principal festival pagão de Hécate. O RITUAL Antes de começar a invocação e o ritual, escolha um local retirado numa clareira escura, calma e cercada de árvores, e trace um círculo de pedras com cerca de 3 a 4m de diâmetro. No ponto norte do círculo, monte um pequeno altar. Coloque um símbolo da Deusa (alguma estatueta ou figura feminina, por exemplo) no topo do altar e acenda um incenso de olíbano, mirra ou jasmim diante dela. A esquerda do símbolo da Deusa, coloque uma vela preta e um cálice com vinho branco. À direita, outra vela preta, um punhal consagrado, um sino de latão, uma tigela com água e um prato com sal marinho. Velas elementais bran­cas deverão ser colocadas nos pontos leste, sul e oeste do círculo. Uma vela elemental representando o norte deverá ser colocada por trás da figura da Deusa no altar. A Alta Sacerdotisa (ou o Solitário) acenderá as velas e, então, abençoará a água, mergulhando a lâmina do punhal na tigela com água, dizendo: EU TE EXORCIZO, OH CRIATURA DA ÁGUA, SOB O NOME DIVINO DE HÉCATE E RETIRO DE TI TODAS AS IMPUREZAS E ESPÍRITOS IMUNDOS. ASSIM SEJA. A Alta Sacerdotisa colocará a ponta do punhal no sal e o purificará, dizendo: ABENÇOADO SEJA ESTE SAL EM NOME DA DEUSA HÉCATE. QUE TODA A MALIGNIDADE E TODOS OS OBSTÁCULOS SEJAM AFASTADOS DAQUI PARA A FRENTE E QUE PENETRE TODO O BEM. ASSIM SEJA. O punhal voltará para o altar, e o sal será, então, despejado na tigela com água. A Alta Sacerdotisa traçará o círculo com a sua espada na direcção destrógira, dizendo: EU TE CONJURO, OH CÍRCULO DE PODER, PARA QUE TU SEJAS UM ANEL DE PROTEÇÃO QUE PRESERVE E CONTENHA O PODER QUE SURGIRÁ DENTRO DELE, UM ESCUDO CONTRA TODA A INIQUIDADE E TODO O MAL PARA O QUE TE ABENÇOO E CONSAGRO EM NOME DE HÉCATE, DEUSA DAS TREVAS, DEUSA DA LUA. A Alta Sacerdotisa acenderá um fogo no centro do círculo e colocará sobre ele o caldeirão pintado com símbo­los lunares e cheios de uma mistura perfumada de água da fonte, óleo de rosa e mel. A bebida deverá ser colocada para ferver e, então, a Alta Sacerdotisa adicionará uma pitada de pedra lunar em pó, penas de corvo preto, um pouco de geada colhida à luz da lua e plantas místicas governadas pela lua: erva-moura e lunária. (Os ingredientes originais do caldeirão na antiga versão do ritual de Hécate falava nas vísceras de um lobo juntamente com os outros mencio­nados; entretanto, esse ingrediente foi omitido na versão moderna, pois seria extremamente difícil, além de perigo­so, de ser obtido pelo Bruxo.) Após todos os ingredientes terem sido colocados, a mistura fervente será mexida com um galho seco de olivei­ra. A Alta Sacerdotisa ficará de pé diante do caldeirão, voltada para o norte, com os braços estendidos, e dirá: EU VOS CONVOCO, OH FORÇAS INVISÍVEIS DA NATUREZA, A SE REUNIREM EM TORNO DE MIM NESTE CÍRCULO, POIS NA HORA MÍSTICA DA NOITE INVOCO A DEUSA ESCURA DA LUA. INVOCO E CONJURO A TI, HÉCATE, DEUSA DO SUBMUNDO E PROTETORA DE TODOS OS BRUXOS. VEM AGORA PARA ESTE CÍRCULO DE FOGO, POIS EU REALIZO ESTE RITUAL EM TUA HONRA. Todo o coven deverá ajoelhar-se diante do altar, vol­tado para a imagem da Deusa, enquanto a Alta Sacerdo­tisa tomará o cálice de vinho com ambas as mãos e dirá: EM TUA HONRA, OH GRANDE DEUSA HÉCATE, EU FAÇO ESTA LIBAÇÃO E TOMO ESTE BRINDE. A Alta Sacerdotisa derramará algumas gotas de vi­nho no chão diante do altar, como oferenda à Deusa. Levará o cálice aos lábios, tomará um gole do vinho e o entregará ao Alto Sacerdote, que beberá um pequeno gole e o colocará de volta em seu lugar no altar. Ele pegará o sino e o tocará três vezes, enquanto a Alta Sacerdotisa segurará o punhal com a mão direita, apontará com ele o céu, dizendo: NESTA HORA ESCURA E MÍSTICA DA NOITE A DEUSA HÉCATE REINA SUPREMA E EM TEU NOME EU LOUVO AGORA: EU TE SAÚDO, OH HÉCATE! EU TE SAÚDO, OH HÉCATE! BENDITA SEJAS! A Alta Sacerdotisa beijará a lâmina do punhal e o colocará de volta no altar, enquanto o coven repetirá o cântico: EU TE SAÚDO, OH HÉCATE! EU TE SAÚDO, OH HÉCATE! BENDITA SEJAS! Em seguida, todo o coven deverá relaxar e meditar sobre a imagem da Deusa. Poderão ser entoadas músicas folclóricas em sua honra ou recitadas poesias místicas nela inspiradas. Após o término do ritual, o coven agradecerá à Deusa pela presença, e a Alta Sacerdotisa desfará o círculo com a espada em movimento levógiro.

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