Quem sou eu

Minha foto

"Sou uma Bruxa (palavra com muitos significados na linguagem comum) porque uso as energias da natureza e celebro seus ciclos. Meu convívio com estas forças é forte e harmonioso visto que busco nelas as energias para me nutrir e auxiliar a quem necessitar. Minha grande Catedral é o Cosmos e ali estão todas as crenças, religiões e doutrinas que preciso para a evolução da alma. Ali coloco meu coração e recebo as energias para ser feliz. Como Wicca, meu ritual é feito ao ar livre e tenho o Céu (Cosmos) como cobertura e ali referencio a grande Mãe que somada as energias masculinas do Deus Conífero, formam, a meu ver, o equilíbrio necessário entre as forças Yin e Yang"

Selo de Hécate

Selo de Hécate

segunda-feira, 13 de junho de 2011

As Tradições da Wicca e outras nomenclaturas – uma breve definição




Linhagem, o que é?

A linhagem é por assim dizer o “pedigree” de uma bruxa ou bruxo de Wicca Tradicional Britânica (Alexandrina e Gardneriana, só!) A linhagem será a linha de sucessão de sacerdotes e sacerdotisas, devidamente iniciados sem interrupção e que se pode verificar ate ao fundador dessa mesma tradição (no caso da Alexandrina sera Alex Sanders, no caso da Gardneriana será Geral Gardner).
Eis um exemplo:

O Leolad, rapaz, foi iniciado no 1* grau por Lady Taltus, que foi iniciada por Lord Tiberus que foi iniciado por Lady Beltatina que foi iniciada por Alex Sanders.

desculpem os nomes estranhos mas foram completamente inventados para exemplificar.


Lady e Lord serão por vezes (não sempre) títulos de um iniciado do 3* grau ou seja um Sumo Sacerdote ou uma Sumo Sacerdotisa em qualquer das duas tradições.

Estas linhagens são facilmente verificadas para se saber da autenticidade das iniciações. Comunica-se com alguém no meio da linhagem e verifica-se para trás e para a frente.

Qual a importância de ter uma linhagem?

Bom, não se e mais wiccan por ter uma linhagem e isso só interessa aos que seguem a Wicca numa vertente tradicional britânica, embora os Graus de outrem sejam para respeitar, independentemente de se praticar a Wicca ou não.

Mas e importante saber a linhagem de alguém que se diz iniciado Gardneriano ou Alexandrino para se poder verificar a sua autenticidade. Ja perdi a conta das fraudes que me chegaram as mãos.

Portanto, quando se fala em linhagem, esta-se a falar em exclusivo da Wicca Tradicional Britânica – A Wicca Alexandrina e a Wicca Gardneriana.

O que e que o “BB” quer dizer?

Estas duas letras poderão ser as iniciais de duas formas de saudação ou despedida Pagã:

1. Blessed Be ( que numa tradução livre será, “Abençoado(a) Sejas”)
2. Bright Blessings ( Bênçãos Brilhantes )
3. Brightest Blessings ( As mais luminosas bênçãos)

Normalmente e de forma mais comum na wicca “Blessed Be” e mais utilizada tanto na saudação ou despedida a alguém. As outras duas formas também poderão ser utilizadas da mesma maneira.

O que e isso dos graus?

Na Wicca Tradicional Britânica existem três graus e mais recentemente um pré-grau chamado Dedicante (nao tradicional mas que alguns grupos tem vindo a adoptar). Quem pratica mas não passou pelo rito de dedicação nessa vertente especifica da wicca (Alexandrina ou Gardneriana) não se poderá chamar Dedicante.

Assim, os graus na wicca são:

Dedicante – um pré-grau onde o Adepto e observado de perto para avaliar a sua evolução e dedicação ( mais uma vez este grau não e um grau tradicional mas antes empregue, por escolha, por alguns Covens).

1* Grau – O primeiro grau onde o Dedicante e iniciado na tradição sendo considerado um Sacerdote.

2* Grau – O Sacerdote de 1* Grau e iniciado no 2* Grau e considerado um Sumo Sacerdote. Este poderá iniciar outros ate ao seu Grau (1* e 2*)

3* Grau – Normalmente atribuído a que pretende formar um grupo ou Coven (também chamado em português Conventículo) sendo o Grau mais alto dentro do Wicca.

Este sistema de Graus aplica-se tanto a Wicca Alexandrina como a Wicca Gardneriana e por vezes a outras tradições que derivam destas.

A auto-iniciação e altamente desencorajada e existem aqueles que encontram neste termo uma contradição.

“So um bruxo(a) poderá fazer outro Bruxo(a)”

Existe uma cerimonia geral – note-se que estamos a falar no Paganismo em geral e não na Wicca em particular – que poderá ser feita. Chama-se Dedicação, tal como na Wicca, mas esta e feita em relação ao Paganismo – uma dedicação ao Deuses Antigos. Normalmente esta e a forma que todos tomam antes de optarem pelas outras ou mesmo sem o fazer.

Resumindo:

Iniciações e Graus, só para que segue a Wicca Tradicional Britânica – Alexandrina e Gardneriana. No entanto, mesmo que não se siga essa vertente, terá que se respeitar quem a segue e os Graus que tem.

Wicca Alexandrina

So se poderão chamar Alexandrinos aqueles que foram iniciados nesta tradição. A Wicca Alexandrina vem de Alex Sanders o seu fundador. Ao contrario do que se pensa “Alexandrina” não advém do nome Alex Sanders, mas antes do nome Alexandria – a biblioteca legendária, localizada em Alexandria, no Antigo Egipto. Diz-se que foi destruída parcialmente por um grande incêndio. A Wicca Alexandrina e diferente de todas as outras vertentes mas inclui-se dentro das chamadas Tradicionais Britânicas (British Traditional WitchCraft) nas quais se inclui também a Wicca Gardneriana.

Wicca Gardneriana

Tal como na wicca Alexandrina, so se poderão chamar Gardnerianos aqueles que foram iniciados nesta vertente da Wicca. Fundada por Gerald Gardner, esta vertente da wicca utiliza o mesmo sistema de Graus, Títulos e Ritos que a Wicca Alexandrina. Os Gardnerianos – praticantes da Wicca Gadneriana – são bastante mais conservadores do que os Alexandrinos.

Wicca Farrariana

Como o próprio nome indica, esta e uma vertente da wicca fundada pelo casal Farrar – Janet e Stweart. Ambos iniciados na Tradição Alexandrina pelo próprio Alex Sanders e Maxine Sanders, o casal Farrar tornou-se conhecido pelos livros que publicaram, nomeadamente o “Witchies’ Way” e “The Witches’ Bible”. Aquando da escrita e publicação da Bíblia das Bruxas o casal Farrar já não se consideravam Alexandrinos, criando uma outra vertente da wicca baseada na wicca Alexandrina mas com elementos tradicionais Irlandeses. Quem utiliza estes rituais poder-se-a considerar praticante de uma vertente farrariana da wicca.

Wicca Ecletica

O ecletismo e uma das formas que a wicca tomou nos anos 80. Com o ressurgimento de outras filosofias e conceitos pagãos, a wicca ecléctica surge para recolher o melhor de todas elas, embora não “passeie” pelos mistérios da Wicca Tradicional Britânica.

Wicca Progressiva

Mais uma vez o casal Farrar criou mais uma vertente da wicca. Depois de terem deixado a pratica da Wicca Alexandrina, os Farrar e mais recentemente Gavin Bone e Janet Farrar, tem vindo a desenvolver aquilo que chamam de Wicca Progressiva. Uma wicca moderna e adaptada, experimental e aberta mas solidamente enraizada em conceitos antigos, nomeadamente xamanicos e tradicionais britânicos (ler o livro “Progressive WitchCraft” de Janet Farrar e Gavin Bone).

Wicca Tradicional

Esta e uma outra forma de definir a wicca tradicional britânica – Alexandrina e Gardneriana – sem definir qual delas se prefere.


Wicca Hereditária ou Bruxaria Hereditária

Raros sao os casos em que a tradição e passada dentro de uma família. A wicca hereditária ou Bruxaria Hereditária, como o próprio nome indica, e passada dentro de uma família. Nesta forma tradicional poder-se-a incluir a Strega (passada originalmente na família) e a Tradição do Clan de Tubal Cain, agora apenas activo na América.

Espero sinceramente ter esclarecido um pouco mais acerca das varias tradições.
Perguntas poderão ser respondidas aqui.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Blessed Be!