segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Deus

Vemos o deus no Sol, brilhando sobre nossas cabeças durante o dia nascendo e pondo-se no ciclo infinito que governa nossas vidas. O Deus também gentil com os animais silvestres. Na forma do Deus Cornudo ou Cornifero, Ele é por vezes representadado com chifres em sua cabeça. Os domínios do Deus incluíam as florestas intocadas pelas mãos humanas, os desertos escaldantes, e as altas montanhas. As estrelas, por serem na verdade sóis distantes, são associados a seu domínio. O Deus é a colheita plenamente madura, o vinho inebriante extraído das uvas, o grão dourado que balança num campo, as maças viajantes que pendem de galhos vederjantes nas tarde de outono. Símbolos utilizados para representar ou cultuar o deus, são a espada, o chifre , a lança, a vela ouro, diamante, a foice, a flecha, o bastão, o tridente, facas ou outros. Animais que representam o Deus o touro, o cão, a cobra, o peixe, o gamo, o dragão, o lobo, o javali, a águia, o tubarão e os largatos. O princípios masculino é visto, inicialmente, como uma figura andrógina: a criança, o Deus azul do amor tocando flauta. Sua imagem é conexa à do deus Azul pessoal, o self profundo, que também é andrógino. Jovem bondoso, filho amado, ele jamais é sacrificado. O aspecto verde é o Deus da vegetação o espírito do milho, o grão é colhido e então replantado; a semente que morre a cada colheita eternamente renasce toda primavera. O Deus Galhudo mais "masculino" no sentido convencional das projeções da Deusa, é eterno caçador e também, o animal que é caçado. "Mesmo se nuvens bloqueiam o céu, ainda assim as energia dos Deuses lhe alcança

Halloween

O Halloween é uma celebração anual muito comum em vários países. Mas que celebração é essa? E onde esse evento tão peculiar teve origem? Será um tipo de culto às coisa do mal? Ou será somente a continuidade de um rito pagão antigo? Apesar de ser um acontecimento tradicional em paises como os Estados Unidos, o Reino Unido, dentre outros, o Halloween no Brasil começou a ser comemorado somente a poucos anos e, mesmo hoje ainda está restrito às capitais e grandes cidades. A palavra Halloween tem sua origem na igreja católica e vem da contração feita de maneira errada da expressão "All Hallows Eve" que significa Dia de Todos os Santos, e corresponde ao dia Primeiro de Novembro, que no catolicismo é o dia de reverencia aos Santos mortos. Mas no 5o.Século Antes de Cristo, na Irlanda Céltica, o verão terminava oficialmente no dia 31 de outubro. Esse dia marcava o início do ano céltico e era comemorado com um feriado denominado Samhaim. A história diz que, naquele dia, os espíritos desencarnados de todos aqueles que morreram no decorrer do ano, voltavam na busca de corpos de pessoas vivas nas quais eles habitariam durante o ano que se iniciava. Acreditava-se que essa era a única esperança de vida após a morte (Panati). Os celtas acreditavam que todas as leis de tempo e espaço ficavam suspensas durante este tempo permitindo aos espíritos um inter-relacionamento com os vivos. (Gahagan). Naturalmente, os que estavam vivos não queriam ser possuídos pelos espíritos dos mortos. Então, na noite de 31 de outubro, os habitantes dos vilarejos apagavam os fogos em suas casas, para torná-las frias e indesejáveis. Eles então se vestiam com roupas fantasmagóricas e realizavam desfiles barulhentos pela vizinhança, sendo tão destrutivos quanto possível, de maneira a assustar e amedrontar os espíritos que estavam a procura de corpos para possuí-los (Panati). Durante a era Romana, estes adotaram as práticas célticas como se fossem suas. Porém, na medida em que a crença na possessão foi perdendo terreno, a prática de se vestir como espantalhos, fantasmas e bruxas foi transformada de uma crença religiosa para um cerimonial apenas. O costume do Halloween foi trazido para os Estados Unidos na década de 1840 pelos imigrantes irlandeses que saiam de seu país pela escassez de seu principal alimento, a batata. Nessa época, a tavessura (brincadeira) favorita na Nova Inglaterra (nos Estados Unidos), era escrever sobre as paredes das casas e retirar as trancas dos portões (Panati). O costume do trick-or-treating (travessura-ou-gostosuras : dê-nos coisas gostosas ou faremos travessuras) parece não ter origem nos célticos mas sim em costume europeu do século 9 chamado "Souling". No dia 2 de Novembro, Dia de Todas as Almas ou Dia dos Mortos, os cristãos andavam de Vila em Vila para ganharem as chamadas "Soul Cakes", ou tortas feitas com pedaços quadrados de pão e groselha. Quanto mais tortas recebiam, mais orações eles prometiam em memória dos parentes mortos daqueles que doavam as tortas. Naquela época, acreditava-se que os mortos permaneciam num limbo por um período de tempo após a morte e, através de orações, mesmo de estranhos, aconteceria a passagem do limbo para o céu. A Abóbora-lanterna, (em inglês Jack-o-lantern) tem origem no folclore irlandês. Segundo a estória, um homem chamado Jack, que era um notório beberrão e trapaceiro, fez um trato com o Diabo que estava em cima de uma árvore. Jack então esculpiu a imagem de uma cruz no tronco da árvore, como uma armadilha para prender o Diabo onde estava, ou seja, em cima da árvore. Jack fez então um acordo com o Diabo: se ele nunca o tentasse ou atormentasse, Jack apagaria a cruz e o deixaria descer da árvore. De acordo com o conto, depois que Jack morreu, sua entrada no céu foi negada por causa do seu trato com o Diabo, mas também lhe foi negada a sua entrada no inferno porque ele enganou o Diabo. Então o Diabo deu-lhe uma vela para iluminar o seu caminho através da fria escuridão. Então Jack colocou a vela dentro de um grande nabo, para mantê-la acesa por mais tempo. O nabo foi esculpido para ficar oco e com buracos para dar passagem a claridade emitida pela luz da vela. Originalmente os irlandeses usaram nabos para fazerem suas Lanternas de Jack. Porém, quando os imigrantes chegaram aos Estados Unidos, eles encontraram as abóboras, muito mais adequadas do que os nabos e, até hoje, é o símbolo mais marcante do evento. Então, apesar de alguns cultos e trabalhos satânicos terem adotado o Halloween como seu feriado favorito, o dia não teve origem em nenhuma prática demoníaca como algumas pessoas suspeitam. Ele cresceu a partir dos rituais de celebração do ano novo pelos celtas e de rituais europeus na idade média. Hoje o Halloween é apenas o que cada um faz dele, bem ou mal.

Ritual do Sabbat Samhain

Em muitas tradições wiccanianas, é costume o Bruxo jejuar um dia inteiro antes de realizar o Ritual do Sabbat Samhain. Após o banho ritual com água salgada para limpar seu corpo e sua alma de todas as impurezas e energias negativas, coloque uma veste cerimonial longa e preta (a menos que prefira trabalhar sem roupa, como fazem muitos Bruxos), use um colar de bolotas feito a mão em torno do pescoço e coloque uma coroa de folhas de carvalho na cabeça Comece traçando um círculo de 3m de diâmetro, usando giz ou tinta branca. Coloque 13 velas pretas e cor de laranja em torno do círculo e à medida que for acendendo cada uma diga: VELA SAMHAIN DO FOGO TÃO BRILHANTE CONSAGRE ESTE CÍRCULO DE LUZ. No centro do círculo erga um altar voltado para o norte. No centro do altar, coloque três velas (uma branca, uma vermelha e uma preta) para representar, cada uma, uma fase da Deusa Tripla. À esquerda (oeste) das velas, coloque um cálice com sidra e um prato contendo sal marinho. À direita (leste) das velas, coloque um incensório com incenso de ervas e uma pequena tigela com água. Diante das velas (sul), coloque um sino de altar de latão, um punhal consagrado e uma maçã vermelha. Faça soar três vezes o sino do altar e diga: SOB O NOME SAGRADO DA DEUSA E SOB A SUA PROTEÇÃO, INICIA-SE AGORA ESTE RITUAL DO SABBAT. Salpique um pouco de sal e água em cada ponto da circunferência em torno do círculo para limpar o espaço de qualquer negatividade ou influência maligna. Pegue o punhal com a mão direita e diga: OUÇAM BEM, ELEMENTOS, AR, FOGO, ÁGUA E TERRA. PELO SINO E PELA LÂMINA EU VOS CONVOCO NESTA SAGRADA NOITE DE ALEGRIA. Mergulhe a lâmina do punhal no cálice com a sidra e diga: EU TE OFEREÇO, OH, DEUSA, ESTE NÉCTAR DA ESTAÇÃO. Coloque o punhal de volta no altar. Acenda o incenso e as três velas do altar e diga: TRÊS VELAS EU ACENDO EM TUA HONRA, OH, DEUSA: BRANCA PARA A VIRGEM, VERMELHA PARA A MÃE, PRETA PARA A ANCIÃ. OH DEUSA DE TODAS AS COISAS SELVAGENS E LIVRES, A TI ERGO ESTE TEMPLO SAGRADO EM PERFEITA CONFIANÇA. Pegue o cálice com ambas as mãos e derrame algumas gotas da sidra sobre a maçã, dizendo: AO VENTRE DA DEUSA MÃE RETORNA AGORA O DEUS, ATÉ O DIA EM QUE NOVAMENTE RENASCERÁ. A GRANDE RODA SOLAR GIRA MAIS UMA VEZ. O CICLO DAS ESTAÇÕES NÃO TERMINA NUNCA. ABENÇOADAS SEJAM AS ALMAS DAQUELES QUE VIAJARAM ALÉM PARA O MUNDO ESCURO DOS MORTOS. EU DERRAMO ESTE NÉCTAR EM HONRA À SUA MEMÓRIA. QUE A DEUSA OS ABENÇOE COM LUZ, BELEZA E ALEGRIA. ABENÇOADOS SEJAM! ABENÇOADOS SEJAM! Beba o restante da sidra e, então, coloque o cálice no seu lugar no altar. Faça soar o sino três vezes, desfaça o círculo apagando as velas de cores laranja e preta, começando do leste e movendo em direção levógira. Pegue a maçã do altar e enterre-a do lado de fora para nutrir as almas dos que morreram no último ano. O Ritual de Samhain está agora completo e deve ser seguido de meditação, divinação em bola de cristal, recital de poesia mística inspirada na Deusa e uma prece dos Bruxos pelas almas de todos os membros da família e dos amigos que passaram para o Plano Espiritual. Fonte: 'Wicca - A Feitiçaria Moderna', de Gerina Dunwich.

Linhas geopáticas

As linhas geopáticas são raios naturais que atravessam o manta da terra o tempo todo e em todos os lugares. Quando esses raios naturais encontram água subterrânea corrente ou certas concentrações minerais e cavidades embaixo da terra, seu comprimento de onda natural se torna distorcido e portanto nocivo à nossa saúde. Os raios nocivos da terra tem sido chamado de muitos nomes: as Correntes Negras, Raios Cancerianos, Raios Verdes Negativos, Linhas Hartmann e Curry e Linhas Geopáticas. À mais ou menos 4000 anos atrás, os chineses tinham o conhecimento das Linhas Geopáticas e sabiam sobre suas causas. Evitavam construir suas casas em lugares que haviam Linhas Geopáticas estressantes, checando todas as áreas usando a Radiestesia. As pessoas poderiam ser punidas se as casas fossem construídas em "Linhas de Dragões", que era como os chineses as chamavam antigamente. Os Vikings eram uma raça muito forte e saudável. Uma das maiores razões que os Vikings se tornaram fortes foi porque sabiam como neutralizar as Linhas Geopáticas na área em que viviam. Para neutralizar os raios nocivos, colocavam três pedras grandes de pé com uma pedra larga em cima deitada formando exatamente um triângulo. Esse método fazia com que os raios fossem neutralizado. Mais de 40.000 triângulos foram formados e colocados na Dinamarca. Mais de 400 foram colocadas em volta da área populada de Birka no sul da Suécia. As Linhas Geopáticas foram descobertas usando a Radiestesia. Os Vikings se tornaram cristãos em torno de 1000 A.D. Muitas das pedras que eles usaram para neutralizar os raios nocivos foram quebradas e usadas como material para construção e usado em construções de novas ruas. Ainda existe centenas dessas pedras intocáveis como os Vikings deixaram até hoje.

A Consagração aos Elementos da Natureza

Para que o Altar não absorva nenhuma energia negativa, é fundamental reverenciar os objetos que o compõe pelos quatro elementos. Trace uma cruz imaginária sobre ele com os quatro pontos cardeais. (Norte, Sul, Leste e Oeste). No Norte ponha Sal. No Oeste 1 cálice com água No Leste 1 incenso No Sul 1 vela. É importante que as pontas da cruz estejam apontando para a direção certa. A seguir faça uma prece de agradecimento à todas energias e inicie as consagrações. Passe Sal, representante do Elemento TERRA, sobre todos objetos dizendo: "Eu, ( fale o seu nome ), saúdo a Terra, a Natureza, todos os seus Elementos e sua força. Eu agradeço por tudo com que a Terra me presenteia todos os dias de minha vida. Eu, ( fale o seu nome), peço que a energia da Terra, esteja presente e que me traga coragem estímulo, disciplina, conforto, estabilidade, saúde. Eu, ( fale o seu nome ), proclamo que esses objetos pertencem a mim, devem responder só a mim, me ajudar e proteger." Respingue a Água do cálice, representante do Elemento Água, em todos objetos dizendo: "Eu, ( fale o seu nome ), saúdo todos os Elementais e as Deusas da Água. Eu, ( fale o seu nome ), agradeço a Água por toda a água que existe no planeta, pela água que bebo e de que necessito para viver. Eu, (fale o seu nome), peço ao Elemento Água, intuição, clareza, visão, energia, força mágica Eu, (fale o seu nome), declaro que todos esses símbolos pertencem a mim e a mais ninguém, que eu os amarei e eles me amarão e servirão de canal." Acenda o Incenso, representante do Elemento Ar, espalhe sua fumaça sobre os objetos dizendo: "Eu, ( fale o seu nome ), saúdo e invoco todos os Elementos e Deuses do Ar. Eu, ( fale o seu nome ), agradeço ao Elemento Ar, pelo ar que eu respiro, pelos ventos, pela inteligência, pela criatividade, pelas minhas virtudes racionais. Eu, ( fale o seu nome ), peço ao Elemento Ar, capacidade de raciocínio, clareza de idéias, condição de criar e ser feliz. Eu, (fale o seu nome) declaro que a partir de agora essas ferramentas mágicas me pertencem e a mais ninguém, e me passarão todas as energias positivas do Elemento Ar." Segure a Vela acesa, representante do Elemento Fogo, e repita as seguintes frases: "Eu, ( fale o seu nome ), saúdo e invoco todos os Elementos e Deuses do Fogo. Eu, ( fale o seu nome ), peço a intuição sagrada e a energia curativa e criadora do Fogo para a minha vida. Eu, ( fale o seu nome ), agradeço ao Fogo pela vida. Eu, (fale o seu nome), declaro que todos esses instrumentos mágicos serão meus, só servirão para os mais nobres fins, e me protegerão e cuidarão de mim enquanto eu viver." Por fim faça novamente uma oração de agradecimento, e o Ritual estará encerrado. "LEMBRE-SE, TODA VEZ QUE QUISER ACRESCENTAR UM OBJETO NOVO AO SEU ALTAR, ANTES DEVERÁ CONSAGRÁ-LO.

Acender uma vela pode atrair energias NEGATIVAS ou POSITIVAS

A luz de uma vela carrega em si todas as forças do Universo, tanto que sempre cumpre a missão de agregar luz e força a qualquer situação. Uma vela serve como ponto de ancoragem, que tanto poderá ser de espíritos de luz como de escuridão. A alma busca a luz das velas! TODAS as almas, tanto aquelas que são puras ou estão em um nível superior de evolução, como aquelas que são do baixo astral, ou os espíritos errantes que ainda não encontraram a luz por alguma razão. O que são espíritos errantes? - São aquelas pessoas que morreram sem desejar ir-se ao plano superior ou estar preparadas para a morte e a natural desvinculação com o mundo físico ou material. - Também pode acontecer que no momento da morte a pessoa sinta que ainda tem muito a realizar por si mesma ou por aqueles que ficam. - Outra causa menos nobre seria o desejo de vingança, ódio ou incapacidade de perdoar determinados tipos de agressões sofridas em vida, como um estupro seguido de morte, um assalto seguido de morte ou separação de quem ama. - Noivas (os) apaixonados, esposos, irmãos, etc. _ Pessoas com doenças terminais. _ Torturados. _ Quem comprou um imóvel com muito sacrifício e depois não desfrutou, ou porque teve que vendê-lo ou porque morreu em seguida. - Pais que morrem e sentem-se responsáveis para cuidar dos filhos que ficam desamparados ou com pessoas indesejáveis. - Escravos ou pessoas exploradas. - Pecadores que nunca fizeram "mea culpa". A presenças de tais espíritos não significa SEMPRE que são agressores, malvados ou destrutivos, mas SIM que poderão ser PERTURBADORES, quando interferem com manifestações de sua presença. Alguns sinais de que existem espíritos do baixo astral interferindo na energia de sua casa podem ser bastante sutis, como por exemplo, vento frio em determinado lugar ou ponto, umidade, cheiro de queimado, cheiro de algo podre, entre outros. Tais sinais surgem de repente e da mesma forma desaparecem, sem que exista uma causa física para tal. Uma confirmação é que surgem quase sempre no mesmo lugar, como por exemplo perto da cadeira onde o defunto sentava-se ou lugar onde permanecia mais tempo enquanto vivia. As consequências nos vivos: Baixo rendimento, depressão e tristeza sem razão aparente, sono excessivo, falta de perspectiva, acomodação, isolamento, brigas ou discussões por banalidades, ENTRE OUTROS. Quanto aos espíritos com manifestações físicas, já é um caso que exige ajuda de profissionais, pois interferem diretamente na ordem da casa e comportamento daqueles a quem se manifesta. São situações bastante raras, mas todos já escutamos estórias de pessoas que escutam gemidos, passos, pranto, gritos, gargalhadas e até viram ou fotografaram tais manifestações fantasmagóricas. Em certos casos poderão inclusive agredir de forma física as pessoas que vivem na casa. Lembre-se: Os espíritos de "baixo astral" ou "errantes" não serão todos MAUS (no sentido que entendemos), tanto que algumas religiões se utilizam justamente desta conexão para aceder ao mundo espiritual e buscar respostas para suas inquietudes ou para pedir favores, sempre em troca de algo, que geralmente é o que este tipo de espírito necessita, que pode ser cachaça, animais mortos, flores ou velas, que serão acendidas no chão, em encruzilhadas. Não entendo muito destes tipos de rituais, mas o fato de colocar a oferenda em um lugar que o espírito não sabe que direção seguir e que a vela ilumina o baixo astral por estar no chão, o manterá cativo e disponível para futuras consultas. Nestes casos tais espíritos utilizam o corpo=energia de um "canal" vivo, que sempre sairá de uma sessão destas muito cansado e sonolento. Muitas vezes a pessoa que incorpora o espírito de baixo astral sente uma espécie de torpor, como depois de um choque elétrico. Quem se utiliza deste tipo de canal espiritual corre o risco de prejudicar sua própria aura, pois entra em uma sintonia inferior, tanto que se nota perfeitamente a diferença em uma fotografia kirlian, entre aqueles que se conectam com o astral inferior, e quem se conecta com astral superior.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Cura Verde

Acenda uma vela azul e visualize a pessoa que precisa se curar... Quando perceber que você está visualizando-a bem, destaque (realçando) a parte que precisa ser curada e pinte-a de vermelho vivo mentalmente... Agora visualize agora homens muito pequeninos trabalhando como pintores, sendo que eles tem como objetivo pintar com tinta verde toda a parte que precisa da cura. Quando você terminar esta visualização, abra seus olhos e diga estas palavras: "Eu carrego você em meu coração e dobro você com meu amor. Meu círculo de proteção decende agora de cima. E quando eu enviar esta energia, toda dor deve desaparecer E toda doença deve se dissipar, e que o medo murche. O vazio eu agora substituo por nova vitalidade, Assim você pode prosperar em cima da terra. Feliz no amor e na alegria. Bençãos mais brilhantes e boa saúde, meu amigo(a), envolvem-no(a) apartir de agora. Eu peço que Eles olhem por você, E o(a) mantenha muito bem e forte". Deixe a vela queimar até o fim.

ALGUMAS PALAVRAS SOBRE NÓS PAGÃOS

Nós pagãos, muitas vezes passamos por perseguições, somos ridicularizados e, muitas vezes, ainda, apontados como criminosos. Tais fatos se devem as falsas idéias enraizadas na mentes das pessoas. Para ser sincera, desde que nascemos, escutamos histórias onde o vilão sempre é uma bruxa má, que come criancinhas, ou será que você nunca ouviu falar nas história da branca de neve e joão e maria? A figura nestas histórias são aterrorizantes, monstruosas...elas cometem as mais variadas barbáries...ou será que você nunca ouviu aquela em que a bruxa velha e má, com um verruga no nariz coloca o menino dentro do caldeirão para comê-lo depois? Creio ser de suma importância explicar que nós pagãos, não somos ruins. Não possuímos o mau hábito de adorar diabos, isto facilmente se explica pelo fato, de que, para nós, não existem diabos, demônios ou coisas do gênero. Outra questão, fruto da imaginação fértil de pessoas mau informadas, é o fato de afirmar que os pagãos realizam sacrifícios com moças virgens, criancinhas, animais e que bebem sangue, ARGHHHHHH!!! Devo novamente dizer que isto NÃO PASSA DE HISTÓRIA DA CAROCHINHA! O pior de tudo, é saber que as pessoas escutam e, pior ainda, acreditam nisso!!! É claro que existem pessoas que se dizem pagãos e que cometem atrocidades, mas, se você for analisar um pouquinho além do que está nas linhas dos jornais e bocas dos jornalistas nos noticiários da TV, verá que na verdade a tal pessoa NÃO É PAGÃ, mas, sim, um louco... fanático qualquer. Posso assegurar que os pagãos, são pessoas pacíficas, amorosas, que amam e respeito vida! Por falar em respeito, respeitamos todos os credos, respeitamos a liberdade de cada um em escolher o que é melhor para si. A verdade, é que, o que é verdade para um, para o outro não passa de um assunto sem nexo. Prova disso, é você ser católico e eu ser wiccan... não entendeu? Vou tentar ser mais clara: POR QUE SER PAGÃO? POR QUE SER WICCAN? Primeiro, porque, para meu íntimo, esta é a verdade! O que para você pode não ser, e isto já disse acima. Além do fator verdade, quando adotamos uma religião, a adotamos porque por um tempo, procurávamos algo que nos preenchesse...para isto, dedicamos horas e horas de estudo, meditações, para cada vez mais nos aprofundar no espírito dela para saber se realmente é o que queríamos...de repente, pluft.... eureka!!! É esta! Outra verdade, é que necessitamos de uma religião. Religião, pode ser mais facilmente entendida se a entendermos como caminhos. Se não me engano, na bíblia, há um capítulo que diz: há um caminho certo e muitos errados...é isto mesmo? Me corrijam se eu estiver errada! Voltemos à questão da religião vista como caminhos. Hoje em dia, temos o catolicismo, a umbanda, o kardecismo, o candomblé, etc, etc, etc, etc e a Wicca, o paganismo. Quando alguém escolheu uma religião, ou seja, um caminho, o escolheu de acordo com suas necessidades, e principalmente, sua necessidade espiritual. Buscou... encontrou...Congratulations!!! Qual o caminho? Isto é o que menos importa. O que importa é que sendo qualquer um, é um caminho e se foi escolhido, então, este é o caminho certo (PARA VOCÊ) que a bíblia tenta dizer. Confuso? Não! Reflita no que estou dizendo. Não existe certo ou errado. Lembra do que disse acima? E por que não a bruxaria, a Wicca, o paganismo em todas suas trilhas? O paganismo, Wicca e afins, oferecem a mesma capacidade de realizações física, mental e espiritual, desde que o pretendente à nova religião tenha buscado de maneira cuidadosa e sincera. Se a busca foi baseada nesses termos, este também será o caminho CERTO! PONTO FINAL! Quase todas religiões possuem lugares próprios para seus cultos de adoração. Os wiccans possuem como lugar próprio de adoração seu círculo magico, que pode ser aberto em seu próprio quarto, sala, área de serviço ou ainda a própria natureza, e o mais legal, ser aberto num dia de chuva em seu quarto e no dia seguinte, com uma noite repleta de estrelas e a Lua Cheia linda e esplendorosa, aberto num parque próximo de sua casa. Muitos se reúnem em grupos, os chamados covens, outros, por falta de amigos adeptos da religião seguem seu caminho solitariamente e não deixam de ser Wiccans por isso. Não acreditamos em pecados, infernos, purgatórios...acreditamos que o que fizermos pagamos aqui mesmo O paganismo, em particular a Wicca, na verdade possui membros em todas as partes do mundo. Somos uma gigantesca e antiga família, que busca a liberdade e que adora a Grande Deusa. Bruxa Wakanda (Flávia Sexas) 21/10/2011 ACREDITAMOS - na reencarnação; - nos aspectos feminino e masculino da divindade; - que devemos respeito por nosso planeta e por todo e tudo que dele faz parte; - que Homens e mulheres são iguais , não havendo qualquer superioridade entre um sexo e outro; - que nosso templo é nosso círculo, seja ele erguido entre 4 paredes ou no meio da própria natureza; - No respeito a todos, bem como respeitamos o credo de todos; - NÃO!!! acreditamos em demônios, diabos ou coisas do gênero, CELEBRAMOS... - nossas Sabás nas datas exatas, ou seja, 8 Sabás e todos os Esbás (Ritual da Lua Cheia) NÃO FAZEMOS... - Pregações do nosso credo; - converções de ninguém; - sacrificamos seres vivos, sejam eles humanos ou ; - orgias ou perversidades sexuais

Feitiços

Cada um de nós tem o poder de mudar as coisas ao nosso redor. Porém é preciso muita responsabilidade para isso, pois tudo que lançamos ao universo nos é retornado. Portanto, vai da consciência de cada um o feitiço que vai lançar. É importante lembrar também, que devemos respeitar a liberdade e livre arbí­trio das pessoas. Antes de lançar um feitiço pedindo algo a alguém, tenha a aprovação da pessoa em questão antes de lançar o feitiço. Todos nós podemos criar feitiços. O simples fato de ascender uma vela e mentalizar com toda sua força um desejo, já é um feitiço. E o mais importante, uma vez este feitiço lançado, não se pode mais ser parado. Abaixo, seguem alguns feitiços prontos. Use-os com responsabilidade. Depois, tente criar os seus, será muito gratificante quando receber os resultados! Feitiços para a Lua Crescente (Prosperidade) Para trazer coisas boas, varra a porta da entrada de sua casa de fora para dentro em noite de lua crescente, pensando nas coisas boas que quer trazer. A pirita, ou "ouro dos trouxas", é um mineral muito bonito de se ver, com estrutura geométrica cúbica e a cor brilhante do ouro. Embora de escasso valor monetário, possui uma incrível capacidade de atrair dinheiro. Compre uma pirita e mantenha-a por três dias em um copo com sal: dessa forma, as eventuais negatividades serão expulsas. No terceiro dia, numa hora diurna, pegue a pirita e segure-a por alguns minutos, sem pensar em nada específico, porém considerando-a parte de sua aura. Você sentirá a pirita esquentar e vibrar. Neste momento mentalize o seu desejo de prosperidade em forma de agradecimento. Embaixo da pirita (que não deve ser fechada numa gaveta) coloque uma cédula de dinheiro de qualquer valor ou uma moeda. Quando perceber que não tem mais necessidade da pirita, agradeça a ela por tudo o que fez por você e dê de presente a alguém que possa usufruir seu poder. Feitiços para a Lua Cheia (Amor) Pegue uma garrafa transparente e encha-a com Água. Embrulhe-a com um papel cor-de-rosa. Deixe-a a noite sob o luar, tome um banho com essa Água ou faça escada-pés. Espete vários cravos da Í­ndia ao redor de uma maçã, de forma com que a cabeça do cravo fique para o lado exterior. Conforme fincar os cravos, mentalize os seus objetivos em forma de agradecimento. Acenda uma vela cor de rosa ao lado da maçã, agradecendo pela realização dos seus pedidos. Deixe- a no seu altar, quando tiver algum pedido especí­fico à fazer, pegue a maçã entre suas mãos e mentalize. Feitiços para a Lua Minguante (Limpeza) Para mandar embora coisas negativas, varra a porta da entrada de sua casa de dentro para fora, pensando nas coisas ruins que quer afastar.

Alfabetos

Abaixo alguns alfabetos mágicos que podem ser utilizados para escrever feitiços, talismãs, amuletos entre outros.

Altar

Cada bruxa/mago monta seu altar da forma que seu coração pede. O ideal é que ele torne-se o seu "laboratório", o lugar onde você vai sentir-se a vontade para fazer os seus pedidos, realizar os seus feitiços e agradecer ao universo. Os itens abaixo são apenas algumas dicas para pessoas que não sabem por onde começar.
Localização: Pode ser montado sobre um aparador, mesa, comoda, prateleira, ou seja, qualquer lugar que você goste, sinta-se bem, e possa ficar por algum tempo meditando. O único local não indicado para montar um altar é o banheiro, pois é no banheiro que eliminamos todas as energias negativas, por tanto, não é um bom lugar para fazer encantamentos
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Composições: Você pode colocar em seu altar representantes dos 4 elementos, velas, incensários, pedras, ou mesmo imagens dos respectivos elementais, sereias, gnomos entre outros. Tudo que você ache que tenha uma energia positiva você pode colocar no seu altar. Também é muito bom colocar algum item da cor da lua atual para que você possa puxar para o seu altar mais essa energia! Pode ser uma vela da cor vermelha na lua cheia ou pano roxo na lua minguante por exemplo.
Limpeza: É muito importante que você limpe cada novo item para o seu altar antes de coloca-lo junto aos outros. Cada um dos instrumentos já possuem a tua energia, e um novo item vem com energias desconhecidas. Por exemplo, você vai a uma loja e adquire algumas pedras com a intensão de coloca-las no seu altar. Estas pedras estão expostas, e acredite, muitas, mas muitas pessoas já tocaram-nas antes que você resolvesse compra-las. As pedras agora guardam um pouquinho da energia de cada uma dessas pessoas. Por tanto, livrar-se destas energias é essencial, para qualquer tipo de instrumento. É importante também que você tenha o devido cuidado com o seu altar. Mante-lo limpo, tanto fisicamente quando energeticamente é muito importante! Deixa-lo de lado, bagunçado e sujo é uma grande falta de respeito com a egrégora que se formou ali.
Consagração: A montagem do altar é um ritual. Limpe-se, prepare-se. Abra um círculo no local que você deseja monta-lo. Limpe cada um dos instrumentos e carregue-os com a sua própria energia. Este será seu local de trabalho, de meditação e energização.
Trate-o com carinho, este é o seu cantinho, use a sua imaginação!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Runas

As runas são um conjunto de alfabetos relacionados que usam letras características (também chamadas de runas) e eram usadas para escrever as línguas germânicas, principalmente na Escandinávia e nas ilhas Britânicas. Em todas as suas variedades, as runas podem ser consideradas como uma antiga forma de escrita da Europa do Norte. A versão escandinava que também é conhecida como Futhark (derivado das suas primeiras seis letras: 'F', 'U' 'Th', 'A', 'R', e 'K'), e a versão Anglo-saxónica conhecida como Futhorc (o nome também tem origem nas primeiras letras deste alfabeto). As inscrições rúnicas mais antigas datam de cerca do ano 150, e o alfabeto foi substituído pelo alfabeto latino com a cristianização, por volta do século VI na Europa central e no século XI na Escandinávia. Contudo, o uso de runas persistiu para propósitos especializados, principalmente na Escadinávia, na área rural da Suécia até ao início do século XX (usado principalmente para decoração e em calendários Rúnicos). Além do alfabeto, a cultura germânica antiga possuía um calendário, cujo ano se iniciava no dia 29 de Junho, representado pela runa Feob. Runemal era a arte do uso de alfabetos rúnicos para obter respostas, como um oráculo, instrumento usado pelos iniciados nesta arte desde o pré-cristianismo para o auto-conhecimento. Arte denominada de pagã pelo cristianismo. Origem Mitológica das Runas Contam as lendas vikings que os deuses moravam em Asgard, um lugar localizado no topo de Yggdrasil, a Árvore que sustenta os nove mundos. Nesta árvore, o deus Odin conheceu a sua maior provação e descobriu o mistério da sabedoria: as Runas. Alguns versos do Edda Maior, um livro de poemas compostos entre os séculos IX e XIII, cantam esta aventura de Odin em algumas de suas estrofes: "Sei que fiquei pendurado naquela árvore fustigada pelo vento, Lá balancei por nove longas noites, Ferido por minha própria lâmina, sacrificado a Odin, Eu em oferenda a mim mesmo: Amarrado à árvore De raízes desconhecidas. Ninguém me deu pão, Ninguém me deu de beber. Meus olhos se voltaram para as mais entranháveis profundezas, Até que vi as Runas. Com um grito ensurdecedor peguei-as, E, então, tão fraco estava que caí. Ganhei bem-estar E sabedoria também. Uma palavra, e depois a seguinte, conduziram-me à terceira, De um feito para outro feito." Esta é a criação mítica das Runas, na qual o sacrifício de Odin (que logo depois foi ressucitado por magia) trouxe para a humanidade essa escrita alfabética antiga, cujas letras possuiam nomes significativos e sons também significativos, e que eram utilizadas na poesia, nas inscrições e nas adivinhações, mas que nunca chegaram a ser uma língua falada.

Canção de Ninar

Lullaby Oh for a voice like thunder, And a tongue to drown the throat of war! When the senses are shaken, And the soul is driven to madness, who can stand? When the souls of the oppressed Fight in the troubled air that rages, Who can stand? When the whirlwind of fury Comes from the throne of God, When the frowns of his countenance Drive the nations together, Who can stand? When sin claps his broad wings over the battle, And sails rejoicing in the flood of Death, When souls are torn to everlasting fire, And fiends of Hell rejoice upon the slain, Oh who can stand? Oh who hath caused this? Oh who can answer at the throne of God? The Kings and Nobles of the Land have done it! Hear it not, Heaven, thy Ministers have done it! Canção de Ninar Oh, para uma voz como trovão, E uma língua para submergir a garganta de guerra! Quando os sensos são abalados, E a alma é dirigida à loucura Quem poderá agüentar? Quando as almas da opressão Lutarem no ar turvo que se enfurece, Quem poderá agüentar? Quando o vendaval de fúria Vier do Trono de deus, Quando as carrancas do semblante dele Dirigirem juntas as nações, Quem poderá agüentar? Quando o Pecado aplaude as asas largas dele em cima da batalha, E veleja regozijando na inundação da Morte, Quando são rasgadas almas ao fogo perpétuo, E demônios do Inferno se alegram a custa dos mortos Quem poderá agüentar? Oh, quem tem causado isso? Oh, quem pode responder ao trono de Deus? Os Reis e Nobres da Terra fizeram isto! Não ouça isto, Céu, os teus Ministros fizeram isto!

Hécate

Hécate era uma divindade nocturna, da vida e da morte. Era chamada de “A Mais Amável”, “Rainha do Mundo dos Espíritos”, “Deusa da Bruxaria”. Era a mais antiga forma grega da Deusa Tríplice, que controlava o Paraíso, o Submundo e a Terra. É uma Deusa tricéfala grega, Deusa da Lua Minguante, guardiã das encruzilhadas, senhora dos mortos e rainha da noite. Ela era homenageada com procissões em que se carregavam tochas e oferendas para as conhecidas "ceias de Hécate". É conhecida como uma Deusa "escura" por seu poder de afastar os espíritos maléficos, encaminhar as almas e usar sua magia para a regeneração. Invocava-se a sua ajuda em seu dia (13 de Agosto) para afastar as tempestades que poderiam prejudicar as colheitas. Especialmente para os trácios, Hécate era a Deusa da Lua, das horas de escuridão e do submundo. Parteiras eram ligadas a ela. Era conhecida entre as Amazonas como a Deusa da Lua Nova, uma das três faces da Lua e regente do Submundo. A lenda não é clara quanto à sua origem. Alguns mitos dizem que Hécate era filha dos titãs Tártaros e Noite; outras versões dizem ser de Perseus e Astéria (Noite-Estrelada), ou de Zeus e Hera. Sabemos que seu culto não se originou na Grécia. Lendas de Hécate eram contadas por todo o Mediterrâneo. No início, Hécate não era uma Deusa ruim. Após a queda do matriarcado, os gregos a cultuavam como uma das rainhas do Submundo e governante da encruzilhada de três caminhos. Um de seus animais sagrados era a rã, um símbolo da concepção. Era chamada de A Deusa das Transformações, pois regia várias passagens da vida, e podia alterar formas e idades. Outro animal sagrado era o cão. Hécate era considerada como o terceiro aspecto da Lua, a Megera ou a Anciã (Portadora da Sabedoria). Os gregos chamavam-na de A Megera dos Mortos. Aliada de Zeus, ela era acompanhada por uma matilha de lobos. Como aspecto da deusa Amazona, a carruagem de Hécate era puxada por dragões. Outros de seus símbolos eram a chave e o caldeirão. As mulheres que a cultuavam normalmente tingiam as palmas de suas mãos e as solas dos pés com hena. Seus festivais aconteciam durante a noite, à luz de tochas. Anualmente, na ilha de Aegina no golfo Sarônico, acontecia um misterioso festival em sua honra. Essa era uma Deusa caçadora que sabia de seu papel no reino dos espíritos; todas as forças secretas da Natureza estavam sob o seu controle. Os gregos e trácios diziam que ela controlava o nascimento, a vida e a morte. Hécate era considerada a patrona das sacerdotisas, Deusa das feiticeiras. Estava associada à cura, profecias, visões, magia, Lua Minguante, encantamentos, vingança, livrar-se do mal, riqueza, vitória, sabedoria, transformação, purificação, escolhas, renovação e regeneração. Como Senhora da Caçada Selvagem e da feitiçaria, Hécate era a princípio uma divindade das mulheres, tanto para cultuar como para pedir auxílio, e também para temer caso alguém não estivesse com sua vida espiritual em ordem. Os símbolos de Hécate são: - as tochas que nos iluminam e nos guiam pela escuridão, - a chave que abre os portais entre os mundos, - o açoite que disciplina e purga, - o punhal que corta o ar do círculo mágico, e - o prato de libação cheio de um elixir misterioso. A triplicidade de Hécate mostra seu domínio sobre três mundos, que penetra e une os três reinos: Céu, Terra e Inferno. "Eu lhe exalto, adorável triforme Hécate Enodia”, velada em açafrão, de Céu, Terra e Mar, que celebra a Bacanália na tumba, com as almas dos mortos; filha de Perses, amante de solidão, honrada com bolos, noturna, protetora dos cães, soberana invencível, anunciada pelo rugido das bestas selvagens, rainha portadora das chaves de todo o cosmos". (Hino Órfico à Hécate) Ervas: salgueiro, teixo, mandrágora, cíclame, menta, cipreste, tamareira, gergelim, dente-de-leão, alho, carvalho, cebola. Elementos: água e terra Cores: preto, azul, vermelho, branco, dourado, cinza. Pedras: ônix, turmalina negra. Dia da semana: sábado ou segunda-feira Mês do ano: Agosto Dias de honra a Hécate: 31/01, 27/02, 04/03, 13/08, 21/09, 31/10, 01/11, 07/11, 16/11. Festas de Hecate: Hécate era adorada tanto pelos gregos como pelos romanos, e tinham suas próprias festas dedicadas a ela. Segundo Ruickbie, os gregos guardavam dois dias consagrados a Hécate, um o 13 de Agosto e outro o 30 de Novembro. Os romanos consideravam o 29 de cada mês consagrado a ela. Lua: minguante e nova (luas negras) Associações: trabalhos psíquicos, mistérios e segredos profundos e escondidos, predição, feitiços e transes Animais: mariposa, cão, loba
“Ó Poderosa Hécate, Faça com que o círculo nunca seja quebrado, Faça com que a terra esteja sempre firme, Faça com que o vento seja sempre constante, Faça com que o mar esteja sempre agitado, Faça com que o fogo nunca se apague, e sua luz mostre o caminho. Hécate! Faça-se sempre viva em minha alma.” Esta é uma das orações poderosa das Bruxas, aonde seus pedidos à Deusa Hécate, geralmente são de protecção para suas magias e para activar a energia dos seus poderes.
INVOCAÇÃO E RITUAL DE HÉCATE Hécate, a misteriosa Deusa das Trevas e protectora de todos os Bruxos, é a personificação da lua e do lado escuro do princípio feminino. Seu nome é grego e significa "aquela que tem êxito de longe", o que a liga a Diana (Artemis), a virgem caçadora da lua. Na mitologia, Hécate era filha dos titãs Perses e Asteria, e acreditava-se que vagava pela terra e assombra­va as encruzilhadas nas noites sem lua com uma matilha de cães fantasmagóricos e uivantes. Como Diana, Hécate pertence à classe das deidades portadoras de archote, sendo retratada portando um, afim de se ajustar à crença de que era a deusa lunar nocturna e poderosa caçadora que conhecia seu caminho no reino dos espíritos. Controlava as fases de nascimento, vida e morte, e dizia-se que os poderes secretos da Natureza estavam sob seu comando. Embora os cães fossem os animais mais sagrados para ela, Hécate estava associada às lebres na antiga Grécia, como a sua equivalente germânica, a deusa lunar Harek. (A lebre, de acordo com uma série de hieróglifos egípcios, é um "sinal determinador que define o conceito do ser, e simboliza, em consequência, a existência elementar. Para os antigos chineses, a lebre era tida como animal de augú­rio, e dizia-se que vivia na lua.) Na arte, Hécate é muitas vezes representada como uma mulher com três cabeças, com serpentes sibilantes entrelaçadas em seu pescoço. Por essa razão, ela é chama­da de Triforme —símbolo que pode estar ligado aos três níveis. Nascimento, Vida e Morte (representando o Passa­do, o Presente e o Futuro) e à trindade da Deusa Tripla: Virgem, Mãe e Anciã. Hécate é uma poderosa deidade lunar, e todos os rituais realizados em sua honra devem ser feitos: - à meia-noite, - em noites sem lua - ou ao nascer da lua do dia 13 de Agosto, o principal festival pagão de Hécate. O RITUAL Antes de começar a invocação e o ritual, escolha um local retirado numa clareira escura, calma e cercada de árvores, e trace um círculo de pedras com cerca de 3 a 4m de diâmetro. No ponto norte do círculo, monte um pequeno altar. Coloque um símbolo da Deusa (alguma estatueta ou figura feminina, por exemplo) no topo do altar e acenda um incenso de olíbano, mirra ou jasmim diante dela. A esquerda do símbolo da Deusa, coloque uma vela preta e um cálice com vinho branco. À direita, outra vela preta, um punhal consagrado, um sino de latão, uma tigela com água e um prato com sal marinho. Velas elementais bran­cas deverão ser colocadas nos pontos leste, sul e oeste do círculo. Uma vela elemental representando o norte deverá ser colocada por trás da figura da Deusa no altar. A Alta Sacerdotisa (ou o Solitário) acenderá as velas e, então, abençoará a água, mergulhando a lâmina do punhal na tigela com água, dizendo: EU TE EXORCIZO, OH CRIATURA DA ÁGUA, SOB O NOME DIVINO DE HÉCATE E RETIRO DE TI TODAS AS IMPUREZAS E ESPÍRITOS IMUNDOS. ASSIM SEJA. A Alta Sacerdotisa colocará a ponta do punhal no sal e o purificará, dizendo: ABENÇOADO SEJA ESTE SAL EM NOME DA DEUSA HÉCATE. QUE TODA A MALIGNIDADE E TODOS OS OBSTÁCULOS SEJAM AFASTADOS DAQUI PARA A FRENTE E QUE PENETRE TODO O BEM. ASSIM SEJA. O punhal voltará para o altar, e o sal será, então, despejado na tigela com água. A Alta Sacerdotisa traçará o círculo com a sua espada na direcção destrógira, dizendo: EU TE CONJURO, OH CÍRCULO DE PODER, PARA QUE TU SEJAS UM ANEL DE PROTEÇÃO QUE PRESERVE E CONTENHA O PODER QUE SURGIRÁ DENTRO DELE, UM ESCUDO CONTRA TODA A INIQUIDADE E TODO O MAL PARA O QUE TE ABENÇOO E CONSAGRO EM NOME DE HÉCATE, DEUSA DAS TREVAS, DEUSA DA LUA. A Alta Sacerdotisa acenderá um fogo no centro do círculo e colocará sobre ele o caldeirão pintado com símbo­los lunares e cheios de uma mistura perfumada de água da fonte, óleo de rosa e mel. A bebida deverá ser colocada para ferver e, então, a Alta Sacerdotisa adicionará uma pitada de pedra lunar em pó, penas de corvo preto, um pouco de geada colhida à luz da lua e plantas místicas governadas pela lua: erva-moura e lunária. (Os ingredientes originais do caldeirão na antiga versão do ritual de Hécate falava nas vísceras de um lobo juntamente com os outros mencio­nados; entretanto, esse ingrediente foi omitido na versão moderna, pois seria extremamente difícil, além de perigo­so, de ser obtido pelo Bruxo.) Após todos os ingredientes terem sido colocados, a mistura fervente será mexida com um galho seco de olivei­ra. A Alta Sacerdotisa ficará de pé diante do caldeirão, voltada para o norte, com os braços estendidos, e dirá: EU VOS CONVOCO, OH FORÇAS INVISÍVEIS DA NATUREZA, A SE REUNIREM EM TORNO DE MIM NESTE CÍRCULO, POIS NA HORA MÍSTICA DA NOITE INVOCO A DEUSA ESCURA DA LUA. INVOCO E CONJURO A TI, HÉCATE, DEUSA DO SUBMUNDO E PROTETORA DE TODOS OS BRUXOS. VEM AGORA PARA ESTE CÍRCULO DE FOGO, POIS EU REALIZO ESTE RITUAL EM TUA HONRA. Todo o coven deverá ajoelhar-se diante do altar, vol­tado para a imagem da Deusa, enquanto a Alta Sacerdo­tisa tomará o cálice de vinho com ambas as mãos e dirá: EM TUA HONRA, OH GRANDE DEUSA HÉCATE, EU FAÇO ESTA LIBAÇÃO E TOMO ESTE BRINDE. A Alta Sacerdotisa derramará algumas gotas de vi­nho no chão diante do altar, como oferenda à Deusa. Levará o cálice aos lábios, tomará um gole do vinho e o entregará ao Alto Sacerdote, que beberá um pequeno gole e o colocará de volta em seu lugar no altar. Ele pegará o sino e o tocará três vezes, enquanto a Alta Sacerdotisa segurará o punhal com a mão direita, apontará com ele o céu, dizendo: NESTA HORA ESCURA E MÍSTICA DA NOITE A DEUSA HÉCATE REINA SUPREMA E EM TEU NOME EU LOUVO AGORA: EU TE SAÚDO, OH HÉCATE! EU TE SAÚDO, OH HÉCATE! BENDITA SEJAS! A Alta Sacerdotisa beijará a lâmina do punhal e o colocará de volta no altar, enquanto o coven repetirá o cântico: EU TE SAÚDO, OH HÉCATE! EU TE SAÚDO, OH HÉCATE! BENDITA SEJAS! Em seguida, todo o coven deverá relaxar e meditar sobre a imagem da Deusa. Poderão ser entoadas músicas folclóricas em sua honra ou recitadas poesias místicas nela inspiradas. Após o término do ritual, o coven agradecerá à Deusa pela presença, e a Alta Sacerdotisa desfará o círculo com a espada em movimento levógiro.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A Escada da Bruxa


Escada da Bruxa

Precisaremos de um cordão preto grosso de dois metros e meio mais ou menos, pois a quantidade que você vai usar depende de sua altura.
Para começar a sua “escada” pegue o cordão e faça um nó na ponta, esse será o seu 1º nó; encoste-o no centro acima de sua cabeça, e estique o cordão até o dedo grande do seu pé direito, fazendo ali o 2 nó.
Corte então o cordão depois desse nó, separando-o desta forma do resto do cordão, ficando com um cordão do seu tamanho.
Agora coloque o 1º nó na sua garganta e faça uma volta ao redor do seu pescoço com o cordão; no ponto onde esse nó se une com o cordão faça o 3º nó.
A seguir coloque novamente o 1º nó no meio do ombro esquerdo e estique o cordão até o meio do ombro direito, fazendo ali o 4º nó.
Pegue outra vez o 1º nó e coloque-o encima do umbigo, fazendo uma volta ao redor da cintura, onde juntar o fio e o nó faça o 5º nó.
Seguimos pegando o 2º nó, que está na outra ponta do cordão e o colocamos sobre coxa esquerda muito próximo da virilha e fazemos uma volta em torno da coxa; onde o cordão se junta com este nó fazemos o 6º nó.
Para terminar colocamos o 2º nó sobre nosso tornozelo direito e fazemos uma volta ao redor dele; onde o cordão se junta com este nó faça o 7º nó.
Desta forma termos um cordão com sete nós, ou seja a “nossa Escada da Bruxa”!

Como Imantar a nossa Escada da Bruxa

Esperaremos uma noite em que a Lua estiver na sua fase Cheia, e faremos um laço com o cordão, atando-o assim na cintura; permaneceremos com o cordão assim durante sete dias, somente tirando-a para tomar banho, fazer amor, praticar esportes, etc.
Depois dos sete dias tiraremos definitivamente Escada da Bruxa de nossa cintura e a guardaremos em uma pequena caixa de madeira preferentemente.

Consagração da Escada da Bruxa
Na próxima fase da Lua Cheia, pegaremos a Escada da Bruxa e a colocamos em nosso cálice do Altar; acenderemos duas velas pretas ao lado do cálice o olharemos firmemente para a Escada da Bruxa dentro dela, imaginando que ela é um cordão umbilical que nos liga ao Mundo Espiritual e aos Espíritos Guardiões da nossa Tradição.
Nesse momento “veremos” com nossa 3º visão ou Terceiro Olho uma luz violeta envolvendo a nossa Escada da Bruxa.
Manteremos esta imagem por alguns momentos em nossa mente pegando a seguir a Escada e nos deitamos no chão, colocando-a encima de nosso ventre, imitando o cordão umbilical após o nascimento.
Depois disto imaginaremos estar “voando” até o Grande Sabath no coração do bosque, lugar onde os Iniciados/as se encontram.
Deixe-se levar pela experiencia sem pressa, viva intensamente as imagens e sensações que lhe ocorrerem.
Quando sentir que a experiencia terminou, abra os olhos, agradeça aos Espíritos, e aos bons Gênios do Invisível, levante-se e guarde a sua Escada de Bruxa.
Este cordão é chamado de Escada porque ela eleva e nos leva ao Grande Sabath; considere este objeto mágico como algo muito poderoso, e nunca a entregue a ninguém, pois ele contêm as suas medidas.

Ensinamentos de Magia


A Escada da Bruxa
Escada da Bruxa Precisaremos de um cordão preto grosso de dois metros e meio mais ou menos, pois a quantidade que você vai usar depende de sua altura. Para começar a sua “escada” pegue...

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Invocação de LILITH


Eu invoco o teu nome grande fêmea desafiante da harmonia
celeste!

Tu que habitaste os arcanos da criação...

Tu que inunda a noite de possessões e pesadelos!

Rainha Obscena!

Teu sigilo grafado com sangue lunar em meio às essências da belladona

Consagre-me nos teus domínios sob o véu da noite!

Na copula do caos e do tempo em alucinações da tua erótica natureza!


Oh! Ardat Lilith!

Aranha vampira! Olhe com teus olhos rubros em sangue,

Ilumine o caminho da minha existência na busca do proibido

Através do abismo dentro do abismo...

A minha deificação plena em dimensões individuais!

Desperte dos nove abismos da arte negra e vampírica

Mistérios adormecidos sobre a égide de Gamaliel!

Felina Selvagem... Senhora dos meus sonhos escuros...

Ouço teus lamentos nos uivos dos ventos, sismos e vulcões!

Seus impulsos cósmicos refletem a chama negra em minha alma...

Revele-me a trama do destino!

Mostre os segredos, a Lua Negra!

Oh! Ardat Lilith!Ad te Advoco, Te proclamo, Omnipotent aeterne matriarca!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Mensagem:

Afastai-vos, hipócritas carolas;
Não entreis, monges sujos, preguiçosos,
Do que os godos mais vis, e gabarolas;
Não achareis aqui tolos ou tolas;
Aqui não entram rufiões e ociosos.
Afastai-vos, farsantes, mentirosos;
Ide pregar além vossas patranhas,
Ide usar mais além as artimanhas.

Os vossos abusos
Tornaram-se em usos
De pura abusão,
E eis que então
Se mostram difusos
Os vossos abusos.

Vós que explorais os autores e os réus,
Afastai-vos daqui, falsos juristas,
Traficantes, escribas, fariseus,
Que lesais os sabidos e os sandeus,
Com autos, citações, liças e listas,
Estendendo os processos; chicanistas,
Afastai-vos, livrando-nos assim
Das demandas inúteis e sem fim.

Processos e pleitos
São feitos, desfeitos,
Sem lucro nenhum
Para cada um.
Não trazem proveitos
Processos e pleitos.

Afastai-vos, malditos usuários,
Malsãos adoradores do dinheiro,
Que, com muita má fé e embustes vários,
O ouro acumulai, vis onzenários,
Furtando, de janeiro até janeiro,
O que luta e trabalha o ano inteiro,
Tão vorazes, e magros como um galgo,
E só depois de mortos valeis algo.

Não é vossa face
Humana, não faz-se
Humana a ninguém.
Sois ricos, porém,
Humana e ferace
Não é vossa face.

Não entreis, não entreis, velhos mastins,
Que alimentais os ódios, rancorosos,
Nem vós, insufladores de motins,
Que sois das feras vis meros afins,
Insensíveis, covardes invejosos,
Cegos pela ambição ambiciosos.
Com os lobos ide o ódio saciar,
Não desonreis com o ódio este lugar.

O ódio aqui não cabe,
Tudo aqui se acabe
Que do ódio vem,
A ira não convêm,
Pois como se sabe,
O ódio aqui não cabe.

A porta está aberta, é só entrar;
Sede bem-vindos, nobres cavaleiros.
Aqui é vossa casa, este lugar
Há de sempre acolher-vos, abrigar
Os joviais, os bons, os justiceiros;
Aqui são todos francos companheiros,
E se cultivam o entusiasmo e a calma,
A alegria do corpo e a paz da alma.

Reina a amizade,
O mal não há de
Aqui entrar;
É o nosso lar,
Nele em verdade
Reina a amizade.

Entrai, entrai, ó vós que o Evangelho
Com bom senso e verdade anunciais;
Aqui tereis refúgio, honra e conselho,
Proteção contra o erro, ou novo ou velho,
E separados não sereis jamais
Da fé sincera, dessa fé que amais.
Não entra aqui, não fala, não encanta
O inimigo da palavra santa.

O verbo sagrado
Não fica calado
Aqui nesta casa.
Tem vozes, tem asa,
E voa, e é falado
O verbo sagrado.

Entrai, nobres damas da alta linhagem,
Aqui vos esperais virtudes e ventura.
Entrai, belas damas de grande coragem,
Entrai, e encontrareis nessa viagem
Um porto amigo, abrigo à vossa altura,
Uma angra tranqüila e bem segura.
Nobres damas entrai, aqui tereis
O que bem desejais e mereceis.

A vida é suave
Qual canto de ave,
Nem pranto nem dor,
Mas hinos de amor
Quais cantos de ave.
A vida é suave.

Sobre o uso das velas nos rituais:





As velas de cores diferentes, têm finalidade energéticas diferentes.
Podem ser usadas também para representar a Deusa e o Deus, ou até mesmo os quatro quadrantes: (leste/oeste; Norte/sul; ar/água; terra/fogo).

Paracelso ensinou que a Natureza é habitada por espíritos associados às plantas, aos animais, aos minerais, à água, ao fogo e ao próprio ar. Esses espíritos, também conhecidos como seres elementais, seriam a "alma" de tudo que existe: pedras, terra, o vento, fogo, plantas, etc...

Um dos mais poderosos elementos da natureza é o Fogo, que está associado, entre outros atributos, à transmutação e à purificação. Os espíritos do Fogo são as Salamandras. Estas, de acordo com Paracelso, são criaturas flamejantes, de cor vermelho-alaranjada. Não têm forma definida e medem de 70 a 90 centímetros de altura.Para você se valer da força das Salamandras, experimente recorrer às velas.

Presentes em todos os ritos e nas mais diferentes liturgias, as velas associam dois fatores muito importantes: a força das salamandras e os poderes associados às cores.

Uso mágico nos Rituais

Seja nos rituais mais simples, seja nos mais complexos, o uso das velas é praticamente indispensável. Todos os Rituale Excelsis e quase todos os Rituale Vulgaris fazem uso das velas nas suas operações. Na verdade, pode-se dizer que acender uma vela é o mais simples dos rituais.
Naturalmente, você deveria fabricar suas próprias velas e podera fazê-las de vários formatos (cilindricas, piramidais, quadradas, esféricas) usando as cores e essências que melhor lhe convierem. Entretanto, na correria do dia a dia, isto nm sempre é pssível. Mas não se desespere... Você poderá encontrá-las em qualquer loja do ramo, em todas cores, aromas e formatos.

No momento do ritual, (ou pouco antes) você poderá "prepará-las" à sua maneira e... estamos conversados. Obterá os mesmos resultados, não duvide.
Tenha sempre em mente que os tempos mudaram... Velhos grimórios podem ser muito interessantes, mas a vida de hoje conta com certas comodidades que teriam parecido inexplicável magia aos nossos ancestrais.
Não se agarre a anacronismos e aprenda a mudar com o devir. Isso é prova de inteligência...

Bom... Fechado o parêntesis, voltemos à consagração. Isso não mudou...

Consagre a sua vela, transformando-a num instrumento mágico, está bem? Use a lua certa e seu "estado de espírito certo"...
A cor da vela é imprescindível ao êxito de determinados rituais, porque a vela estabelece um elo psíquico entre os vários "planos" do Ser, de forma que esse contato tem de ser feito corretamente, e a cor é um fator-chave.

Você pode untar sua vela com óleos essênciais e gravar nelas seus desejos, runas de sorte, selos angélicos, pode ordenar ou formular desejos.
Use sua intuição. Ela será seu guia SEMPRE.

Sobre a Consagração do Óleo

Esta parte é fundamental, pois, é a consagração que faz da vela um objeto mágico. Antes desta, ela não passa de um cilindro de parafina com um pavio, cuja única função será iluminar ambientes escuros. Contudo, consagração faz dela um instrumento de magia capaz de estabelecer contato direto com os planos sutís..
A consagração deve ser feita com óleo, preferencialmente aquelas essências aromáticas à base de óleo. Essa prática é milenar e desde o Egito antigo encontram-se referências sobre os óleos aromáticos de consagração.
No comércio especializado, você adquire (ou fabrica você mesmo) um vidro com essência à base de óleo.Pode ser canela, outras madeiras odoríficas, baunilha, violeta, almiscar, rosas, ou a que mais lhe agradar. Mas a condição sine qua non é que seja veiculada em óleo. Isso porque há muitos tipos de essência, mas nem todas a base de óleo, que nesse caso é fundamental.

Tome o vidro de óleo e retire-se para um lugar sossegado, onde não vá ser interrompido. Sente-se e respire fundo algumas vezes, visualizando uma luz dourada e cintilante envolvendo o ambiente. Após alguns minutos, abra o vidro, ponha um pouco do óleo nas mãos, esfregue-as até aquecer. Nste ponto, pegue novamente o vidro (cuidado para não deixar cair) e vá passando as mãos nele, repetindo em voz baixa : " Em nome do Poder Maior, eu te consagrado para que a partir deste momento sagrado, sejas elo de ligação entre as coisas da Terra e a Divindade.Que possas ajudar-me em toda as minhas obras e que exerças a força que te concedo. Que tudo seja sempre feito de acordo com a vontade do Poder Maior, da qual compartilho."
Isso deve ser repetido três vezes, com muita convicção, a fim de que o óleo seja impregnado. A consagração do óleo é feita de uma vez só pois o vidro ficará impregnado com suas vibrações por um bom tempo. Se achar necessário, pode repetir a consagração sempre que achar adequado.

CONSAGRAÇÃO DA(S) VELA(S)

Agora vem a consagração da vela. Alguns místicos preferem chamar de "unção", mas "consagração" parece-me um termo mais adequado...
Tome a vela (sendo muitas, deve ser feito a cada uma, para que a impregnação não seja diluída) e mergulhe seus dedos no óleo já consagrado. Visualize seu desejo com tanta convicção como se ele já estivesse realizado, visualize o ritual que irá executar como se seu objetivo já tivesse sido atingido.
Se você deseja ATRAIR alguma coisa, esfregue os dedos com óleo na vela DE CIMA PARA BAIXO ; se deseja AFASTAR algo, faça-o DE BAIXO PARA CIMA. Se desejar você também pode escrever na vela o que deseja ou o nome da pessoa a quem o ritual será dedicado : para escrever na vela use sempre uma ponta de aço. Depois de escrever, passe os dedos com óleo. Escrever na vela é opcional.
Enquanto visualiza e passa o óleo, vá repetindo a mesma consagração do óleo. Tenha em mente que a força do seu pensamento é que tornará a vela um objeto mágico, por isso a chave é a visualização. Agora faça uma oração, de acordo com a sua crença pessoal.

CONSELHOS ÚTEIS

Se precisar apagar uma vela que esteja sendo usada ritualisticamente JAMAIS o faça soprando a mesma. Velas rituaisl só devem ser apagadas com abafador ou com os dedos, nunca sopre uma destas vela

É muito importante a escolha do lugar onde a vela será acesa. Deve estar fora das correntes de ar, do alcance de crianças e animais e afastadas de materiais combustíveis, tais como papel, cortinas e outros.



A vela deve ser bem fixada, se não tiver uma base grande. Especialmente no caso das cilíndricas, é importante fixá-las corretamente para que não caiam. Use sua própria cera fixa-la, mesmo que esteja em candelabro. Dependendo do tamanho é interessante colocá-la dentro de um copo de vidro refratário, COM UM POUQUINHO D'ÁGUA NO FUNDO, para que a parafina não fique irremediavelmente aderida.Havendo um pouquinho de água no fundo, o que sobrar da parafina sai inteirinha, sem "colar". De outra forma, você só vai conseguir limpar o copo se usar água fervendo. No comércio há vidros especiais para velas de sete dias. Aliás, para outros tipos de vela também. Escolha aqueles de sua preferência e necessidade.

Pode acontecer (com qualquer tipo de vela), que à medida em que vai se consumindo, a parte já queimada do pavio acumula-se junto à chama, fazendo com que esta fique cada vez mais forte e intensa. Isso fará com que se queime depressa demais e "esparrame" a vela inteira. Neste caso, é aconselhável cortar com uma tesoura a parte preta do pavio já queimado.
Por precaução, especialmente nas atividades que requeiram várias velas acesas simultaneamente, é recomendável que se disponha de meios para enfrentar uma possível emergência. Assim, aconselha-se disponha em reserva de água suficiente para alguma eventualidade,ou então, uma maneira rápida de abafar-se um eventual princípio de incêndio.
Bruxaria sim, descuido jamais....

Atenção: Dicas Valiosas!!!





Na magia ritual, usa-se de vários mecanismos para proteção do operador. Leia abaixo algumas explicações. Para maiores detalhes, vá aos endereços relacionados na seção "links" ou procure por outros sites do gênero.
ANIMAL
Muitos animais são usados em magia. Aguns (infelizmente) como vítimas sacrificiais, incômodo vestigio de barbárie, quando ainda eram realizados sacrifícios humanos.
Ver "animais domésticos de bruxos e animais divinatórios"

ANIMAIS DOMÉSTICOS DOS BRUXOS
A tradição relata a posse e guarda por magos, de variados animais, em geral de pequeno porte. Seriam uma espécie de "mascotes", e em tudo similares aos possuidos pelos não-magos, embora estes limitem-se (costumeiramete) aos gatos, cahorros, passarinhos ou peixinhos de aquário... O mago, todavia, costumava ser um pouquinho mais eclético em suas preferências e neste caso, tomava a si (e controlava magicamente) qualquer bichinho com o qual empatizasse: os gatos ou cachorros de praxe, camundongos, pássaros (grandes ou pequenos), sapos, doninhas, cobras, iguanas, etc. Os animais compartilhavam com o mago do seu chamado "espaço mágico", e na Idade Média foram considerados "espíritos" ou diabretes". Muitos magos alimentavam os seus de forma especial e lhes davam um nome "mágicko". Podiam ser vendidos, herdados ou doados. Bem... Depois do Harry Potter, todo mundo sabe isso de cor, não é? Certos bruxos usam animais para adivinhação e o fazem geralmente usando um dos domésticos (ou domesticados), contudo, neste caso muitas vezes, isso ocorre após uma indicação específica surgida (geralmente) em seu coven.

ARTE
Assim são chamadas as práticas mágico-alquímicas no neo-paganismo. No caso, usamos a palavra com referência à Wicca, Bruxaria e correlatos. A Arte busca a total integração (e interação) do homem com ele mesmo e com o "tudo-que-existe". Medite um pouco sobre esta proposição e encontre sua própria definição.

BOLEM OU SERPE
Faca especial em bronze para cortar as ervas consideradas sagradas para se usar nos feitiços alucinatórios e rituais. Segundo a tradição, os druidas as usavam, fundidas em ouro, para cortar o visco nos carvalhos, durante o Solstício de Inverno.

BOLINE
Punhal de cabo branco, geralmente curva tipo foice de corte normal e lâmina afiada. Usada na Wicca e magia Ritual, e serve para cortar ervas ou perfurar uma romã. Jamais usada em sacrifícios.

FORÇAS ARTIFICIALMENTE INVOCADAS
Trata-se na verdade de uma ação consciente do mago sobre as forças astrais. Se você pensar no "solve et coagula" alquímico, uma evocação primeiramente representará a "dissolução", pois seleciona a "força" ou "energia" desejada. Corresponde ao controle do mago sobre as forças manifestadas sob sua invocação. Fique atento, pois neste momento você estará "abrindo um portal" e forças outras, além da que você tem em mente (pelo menos de forma consciente), também poderão atravessá-lo...

Instrumentos mágicos
- O bastão ou varinha mágicka;
- A espada mágica;
- O pentagrama;
- O Athame;
- O Caldeirão;
- A Corda.

INSTRUMENTOS DE DEFESA
Os instrumentos físicos de defesa, serão basicamente a espada mágica, o bastão ou varinha mágicka, o pentagrama e o círculo mágicko.

A ESPADA MÁGICA
A espada mágika teria basicamente uma função defensiva. Durante o trabalho Mágicko, algumas energias não compatíveis com você mesmo, (e neste caso "não-boas") ou, que simplesmente não sirvam aos seus objetivos, naquele momento, (e, neste caso, atrapalhariam) podem atravessar o "portal" que foi aberto do decurso dos trabalhos.
Assim, interagindo com os fluidos vitais, oriundos dos elementos de materialização, tendem a formar algo como "conglomerados" energéticos, todavia, dotados de potencial para atuar no plano físico. A ponta da espada mágicka serve para desmanchá-los e inativá-los. Papus ensina: "A operação mágica é, na realidade, uma síntese de esforços e de ciência e o operador está na posse dos dois pólos de toda a ação: o pólo de ataque ou de projecção pelo bastão magnético de ponta redonda e o pólo de defesa e de dissolução pela espada mágica de ponta aguçada." (in Tratado Elementar de Magia Prática)

PENTAGRAMA
Segundo Eliphas Levi, em seu "Dogma e Ritual da Alta Magia, "O pentagrama expressa a dominação do espírito sobre os elementos, e é por meio desse signo que se acorrenta os Silfos do Ar, as Salamandras do Fogo, as Ondinas da Água e os Gnomos da Terra. Munido deste signo e, disposto convenientemente, pode-se ver o infinito mediante esta faculdade que é como o olho de tua alma e te fazer servir por legiões de anjos e colunas de demónios."
Trocando em miúdos, o pentagrama simboliza o poder do operador e sua "autoridade", sobre as forças evocadas.

CÍRCULO MÁGICO
O círculo mágico é vital, pois que é a proteção do operador.
Há toda uma tradição sobre esta prática e, segundo os Magos, se não for talhado corretamente, não proporcionará a devida proteção. Papus ensina que: "toda a operação mágica deve ser executada na área de um círculo que representa a vontade do operador, isolando este de toda a má influência exterior."
Ainda segundo o autor e outros ocultistas, tal círculo pode ser traçado com carvão, tinta consagrada e até mesmo com a espada mágica em momentos de urgência.
Cada Escola Mágica o construirá de uma forma diferente.
Você pode traçar o seu muito simplesmente usando a si mesmo como um centro, cujo raio será até mesmo o cabo da sua vassoura... Circulos maiores poderão ser traçados com o auxílio de uma corda fixada num ponto.

Seja inventivo!!! Crie!
Lembre-se: A magia é sua.

PRÁTICA PESSOAL
Consiste numa série de exercícios que o operador deve empreender ao longo do tempo, tendo em mira a auto-disciplina, purificação e o fortalecimento da vontade. Por mais cansativos que sejam, são exatamente estes exercícios que o tornarão apto à realização do trabalho mágicko. Afinal, quanto mais puro e radiante for o "corpo astral" do mago (você pode nomear este "estado", conforme suas crenças pessoais) e mais semelhante, não apenas ao signo, mas , e principalmente, ao símbolo do pentagrama, maior a autoridade do operador sobre as forças invocadas. Portanto, tais exercícios têm por objetivo integrar o corpo físico e sutil do próprio mago, transmutando-o, alquimicamente, até torná-lo como como se fosse um "pentagrama vivo".Todavia, certos rituais exigem um preparo pessoal mais acurado, tais como jejuns, abstinência sexual, silêncio, banhos especiais, meditação e etc. Fique tranqüilo... Sua intuição (e seu bom senso serão seus guias e lhe dirão como, quando e, jamais se esqueça disso, o "quanto".


Todos os objectos mágicos, inclusive o local onde ocorrerão os trabalhos, (e que será o "Templo Mágicko" durante a operação) deverão ser consagrados, e esta consagração varia muito de acordo com a vertente a qual pertença o operador e suas tendências pessoais.
No ato da consagração, o operador contribui com a sua própria energia na imantação e fixação de energias nos ítens mágicos a serem utilizados, como no próprio local escolhido, seja por meio de fórmulas mágicas, visualizações, ou, tão simplesmente pelo poder da sua vontade.